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Os próximos passos da Liga Sul-Minas-Rio

Almir Leite

18 de setembro de 2015 | 11h57

A Liga Sul-Minas-Rio se reúne novamente no máximo em dez dias, provavelmente já na próxima semana, para definir os detalhes finais de sua criação. Na pauta estarão itens como definição do calendário, contratação do CEO e a definição da data do encontro seguinte, que terá como principal objetivo comunicar oficialmente à CBF, e mais exatamente ao presidente Marco Polo Del Nero, a existência da Liga e reivindicar a autorização para realizar seu primeiro torneio, já no início de 2016.

Nesse próximo encontro, será batido o martelo sobre o calendário. A ideia é que o início do torneio ocorra em fevereiro – com 10 clubes e a utilização de oito datas. O desafio é encaixá-lo dentro do calendário da CBF, que prevê a realização dos Estaduais no período entre 31 de janeiro e oito de maio.

Outra possibilidade é antecipar o pontapé inicial do torneio para a segunda quinzena de janeiro, jogando em datas em que seriam disputados amistosos. O problema,  nesse caso, é que, com os jogadores voltando da férias, o nível técnico das partidas poderia ficar comprometido, o que seria um fator negativo para uma Liga que pretende ter como bandeiras a renovação e a qualidade do “produto oferecido”.

A escolha do CEO também estará em pauta, mas pode não haver definição, O perfil já está traçado: alguém jovem, dinâmicos, com ideias novas e arrojadas e, de preferência que tenha, além de bom trânsito e profundos conhecimentos do futebol, desenvoltura no universo do marketing e dos negócios – se bem que para essa área comerciar a Liga poderá colocar à disposição do profissional assessores de reconhecida capacidade.

O ex-jogador Leonardo é o nome dos sonhos dos dirigentes, considerado o gestor ideal. Mas poderá não ser ele, mesmo porque, nessa próxima reunião, os presidentes foram instruídos a apresentar nomes como opção para o cargo.

A maneira e o dia em que a existência da Liga será comunicada a Del Nero também serão discutidas. Ah, o presidente da CBF poderá até dizer “não” à sua criação. Perderá tempo. A Lei Pelé e a recente lei de refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes têm artigos que asseguram a sua legitimidade.

 

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