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Pagar bem e comer mal nos estádios da Fifa

Almir Leite

22 de junho de 2013 | 15h31

Nada é de graça quando a Fifa está envolvida

(quer dizer, o trabalho dos voluntários é).

Serviço de catering, por exemplo.

A Fifa faz uma licitação para escolher quem vai servir a comida para público, mídia e equipe que trabalham nos estádios nos jogos que patrocina.

Quem vence, paga à entidade.

Deve ser uma grana alta, ao considerarmos os preços cobrados nos estádios depois.

Um cachorro quente custa R$ 8. Uma Coca de 600, R$ 6.

Na sala de imprensa, o rango sai por R$ 30.

Mas pode-se comer à vontade.

Desde que tenha comida.

Não é raro ocorrer desabastecimento.

Ainda há pouco, por exemplo, faltou carne no buffet.

Também faltou a massa.

A reposição foi feita, mas demorou.

Nesse período teve gente que, por estar trabalhando e ter pressa, pagou para comer feijão e arroz. E alface.

Um constrangimento.

Principalmente para jornalistas estrangeiros.

Que não entendiam o que estava acontecendo.

Não entendiam como se pode vender algo (é preciso pagar antes) e não entregar.

Isso está acontecendo em Salvador,  aconteceu em Fortaleza.

Mas não é só no Brasil.

Em 2010, aconteceu na África do Sul.

Em Durban,  por exemplo, no jogo entre Brasil e Portugal, a reposição demorou 1 hora.

Falha dos concessionários.

Falha maior da Fifa, que não fiscaliza. Não toma providências. Não cobra.

O desabastecimento e os preços absurdos também afetam o público torcedor.

E daí?

A Fifa já pegou o dela.

Azar dos outros.

(ah, é nem vou nem falar da qualidade da comida…)

 

 

 

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