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Palavras e atitudes

Almir Leite

20 de setembro de 2012 | 00h32

Mano Menezes pode até jurar de pés juntos que não se assusta com o fantasma representado p0r Felipão.  Mas suas atitudes mostram o contrário.

Na vitória de ontem do Brasil sobre a Argentina, mais por sorte do que por merecimento – o empate seria mais justo -, seu comportamento mostrou isso.

Vibrou com o gol de Neymar como se a seleção tivesse conquistado um título importante.

Reação de quem estava incomodado pelos muitos cartazes nas arquibancadas pedindo a volta do ex-técnico do Palmeiras e pelas vaias e chamados de “burro” que recebeu após substituir Lucas.

O são-paulino, aliás, estava bem na partida e só pode ser saído p0r cansaço.

Taticamente, é até covardia analisar um catadão que praticamente não treinou.

Mas Mano precisa ter mais equilíbrio em suas reações – na véspera da partida, ele debochou, como forma de reclamar, daqueles que consideraram perda de tempo os 8 a 0 sobre os quase anões amadores da China da semana passada.

Ser educado, polido, não significa equilíbrio. Nem falta de rancor, algo que Mano tem repetidas vezes demonstrad0 em suas declarações – e não é de hoje.

Ele já não está em situação muito boa com a torcida, parte da crítica e, mais importante, com a cúpula da CBF. Apesar das declarações públicas de apoio de não haver intenção de trocá-lo “por hora”, como me disse um figurão ligado à entidade.

Por isso, além de mostrar serviço, Mano tem de “casar” suas reações com suas declarações.

Do contrário, só vai fazer é pavimentar  o caminho para a volta de Felipão.

 

 

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