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Palmeiras foi melhor e mereceu vencer o “joguinho” de Itaquera

Visitante soube neutralizar as principais jogadas do limitado time da casa no clássico, estragado pelos jogadores pelo excesso de reclamações, brigas e catimba

Almir Leite

31 de março de 2018 | 19h03

É nítido que o Palmeiras tem mais time, e mais elenco, que o Corinthians.  E isso ficou claro na primeira partida da decisão do Campeonato Paulista. Mesmo numa arena tomada por mais de 43 mil entusiasmados corintianos, os palmeirenses foram melhores durante praticamente toda a partida, com destaque para o domínio no primeiro tempo. Venceram com justiça.

O Corinthians foi voluntarioso como sempre, lutou muito, mas tem poucas alternativas técnicas e poucos argumentos táticos.  O Palmeiras soube impedir Rodriguinho de jogar. Não deu espaço para a velocidade de Clayson. Soube marcar forte, tanto na frente, para dificultar a saída de bola rival, como atrás, para impedir que os corintianos levassem perigo a Jailson (até porque é difícil o Corinthians ser perigoso com o poder de fogo pequenininho que tem).

O Palmeiras soube controlar a partida.  Valeu-se da melhor categoria e da inteligência de seus jogadores. E de um esquema eficiente armado por Roger Machado, que minou as principais jogadas do adversário. Por isso venceu. E mereceu.

Pena que, novamente, o futebol apanhou da confusão. Desde o início a maioria dos jogadores dos dois times, liderados pelos de sempre – Dudu, Felipe Melo, Clayson, Fagner -, estavam a fim de tumultuar. Em toda falta havia reclamação com o juiz, pedidos de cartão, tentativa de apitar o jogo.

A briga do fim da primeira etapa foi apenas reflexo disso. Dois jogadores expulsos foi pouco – e não vale o argumento de que o juiz estragaria a partida; quem estraga é quem prefere a catimba e a deslealdade em vez de jogar futebol.

E os jogadores estragaram o jogo, que, tecnicamente, foi fraco. De baixo nível. As duas equipes podem fazer mais. Tomara que façam no domingo. Tomara que se preocupem apenas em jogar bola.

PS – uma sugestão para os árbitros: que atendam a todos os pedidos de cartão. Jogador pediu cartão, o juiz deveria ser obrigado a dar. Para o pidão.