As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Pelé e os cinco capitães campeões do mundo estão juntos em ação beneficente

Campanha "Olé no Corona'', com figuras notáveis do futebol, vai arrecadar recursos, por meio de leilões, para pessoas carentes

Almir Leite

18 de agosto de 2020 | 21h45

Reunir em uma mesma campanha os cinco capitães da seleção brasileira campeãs mundiais e ainda juntá-los a Pelé não é tarefa das mais fáceis. Uma iniciativa solidária nascida pelas consequências duras provocada pelo novo coronavírus conseguiu. Eles participam, em companhia de vários outros nomes notáveis do futebol brasileiro, entre eles representantes do futebol feminino, de diferentes épocas, da campanha “Olé no Corona”, que visa a ajudar pessoas que se encontram em dificuldade e/ou tiveram sua condição agravada pela crise econômica e social.

A “Olé no Corona” foi rconhecida pela BBC como a primeira plataforma de responsabilidade social por meio da ferramenta do futebol existente no mundo. Vai leiloar virtualmente, a partir desde 19 de agosto, itens cedidos por estes notáveis. Serão leilões semanais. A cada semana um lote com quatro itens estará no site www.olenocorona.com para que o interessado acesse, escolha a (s)  peça (s) e dê o lance – só o vencedor do leilão fará o pagamento do lance dado.

Além dos capitães campeões mundiais – Bellini, Mauro, Carlos Alberto, Dunga e Cafu -, e de Pelé, também participam da campanha Pepe (que cedeu 12 itens para os leilões), Zico, Falcão, Mauro Silva e Rogério Ceni, entre outros.

Neymar e Ronaldinho Gaúcho também participarão. O craque gaúcho, inclusive, gravou um vídeo para a campanha do hotel em Assunção em que cumpre prisão domiciliar no Paraguai. Quando tiver resolvido sua situação, deve se engajar mais firmemente à iniciativa.

A “Olé no Corona” nasceu a partir de uma iniciativa do jornalista Ricardo Setyon e rapidamente foi encampada por personagens ligados ao futebol, como Cafu, capitão do penta em 2002, que tem longa trajétoria de ações sociais. Com a situação do País, e do mundo, se agravando por causa da covid-19, a ideia de ajudar os mais afetados foi crescendo, ganhando adeptos e resultou na campanha. Foram cinco meses de preparação, envolvimento de vários setores e apoio formal de entidades.

“Ser o representante dessa campanha que reúne, pela primeira vez, os cinco capitães campeões do mundo e outros grandes ídolos do esporte é motivo de muito orgulho”, diz Cafu. “Todos doaram itens para o leilão online e vamos conseguir ajudar muita gente, esse é o nosso maior objetivo.”

Numa primeira fase, já há mais de 120 itens no leilão. São relíquias como os relógiosexclusivos feitos para Mauro e Bellini, capitães das duas primeiras seleções brasileiras campeãs mundiais, camisas autografadas por Pepe, Raí, Falcão e um pôster autografado por Pelé, de seu último jogo profissional, em 1977, além de réplica da camisa da seleção utilizada por Carlos Alberto Torres.

Na primeira semana estarão na vitrine uma camisa autografada da jogadora Formiga, uma de Pepe na seleção brasileira, uma réplica da camisa do centenário do Palmeiras e uma camisa do Corinthians.

O dinheiro arrecadado pela “Olé no Corona” será auditado e vai ser destinado a várias organizações sociais, entre elas Eats for You, AME, AMEO e o Lar São Vicente. Também serão doados 10 mil máscaras para moradores de rua, confeccionadas pela Kappa.

Com as doações já obtidas, a “Olé no Corona” já tem “estoque” para promover leilões semanais até janeiro de 2021, mas a ideia é ir mais longe. Tornar a iniciativa uma campanha permanente, e também internacionalizá-la, pois há pessoas em outros países em dificuldade não só por causa do coronavírus, mas por dificuldades diversas.

A campanha já conta com o apoio do chileno Figueroa, que jogou no Internacional na década de 1970, vai doar para a campanha garrafa de vinho de uma safra exclusiva de sua vinícola. Já há coordenadores da “Olé no Corona” em Hong Kong e nos EUA.

E a colaboração com itens para leilões não se restringe a ex e atuais jogadores e jogadoras de futebol. Já há material doado por árbitros e jornalistas e torcedores também pode colaborar, pois a intenção é tornar a campanha cada vez mais abrangente.