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Ponte chega forte à decisão. Como jamais esteve

Time de Campinas chega fortalecido à decisão e vai encarar de igual para igual tanto o Corinthians como o São Paulo

Almir Leite

22 de abril de 2017 | 23h18

A Ponte Preta correu sério risco de eliminação no segundo jogo com o Santos pelas quartas de final do Paulista. Disputou um primeiro tempo horroroso no Pacaembu. O time estava acuado, muito atrás; os jogadores demonstraram nervosismo, pareciam assustados. O Santos criou diversas chances, poderia ter matado o jogo. Veio a segunda etapa, a Ponte equilibrou e, mesmo merecidamente derrotada no tempo normal, conseguiu a vaga nos pênaltis.

Mais do que a classificação, o time de Campinas retomou a confiança que demonstrava na reta final da primeira fase. Passou a acreditar que tinha condições de almejar algo maior. Ainda que tivesse pela frente a equipe considerada por muitos a mais forte do País.

Foi essa confiança que levou a Ponte a ser avassaladora no primeiro jogo com o Palmeiras. É fato que o Palmeiras não entrou em campo na primeira etapa em Campinas, demonstrou apatia e até alguma soberba. Mas isso não era problema de Gilson Kleina e seus jogadores, que trataram de fazer a parte deles.

Como fizeram na noite deste sábado no Allianz Parque. É certo que o Palmeiras teve mais volume de jogo, criou várias chances. Mas teve pela frente uma equipe bem armada, que soube se posicionar defensivamente, se fechar (acredito até que tenha ficado mais atrás do que deveria), e jogar com o resultado.

Se teve maior volume, o Palmeiras pecou pela falta de alternativas de jogadas. Basta ver a quantidade de bolas alçadas na área. E, não fosse a falha bisonha de Aranha na saída de gol (uma das várias que cometeu durante a partida), talvez não tivesse chegado ao gol. Por não ter encontrado uma maneira realmente eficiente de alcançar pelo menos os três gols que lhe seriam necessários.

E, vale lembrar, a Ponte, ainda que aqui e ali, também teve suas chances de marcar.

A vaga na final é merecida. E arrisco dizer que, pela primeira vez a Ponte chegará a uma decisão até com um ligeiro favoritismo – seja contra São Paulo ou, o que parece mais provável, contra o Corinthians.

O decorrer do campeonato fortaleceu a Ponte psicologicamente. Existe confiança. Há consciência das virtudes e das limitações. O time sabe que, no jogo em Campinas, precisará jogar com intensidade tanto contra o ofensivo Tricolor quanto contra o pragmático (e defensivo) Alvinegro.

A Ponte de Gilson Kleina parece mais bem armada do que as equipes rivais. Tem defesa forte, meio-campo com jogadores de qualidade, sobretudo Fernando Bob, e um trio de atacantes rápidos e eficientes.

Essa é a quinta vez que a Ponte chega à final de um Paulista. Não tem um time tão bom quanto os de 1977, 1979, e até o de 1981. Mas, naquelas três ocasiões, pelas circunstâncias os adversários – o Corinthians nas duas primeiras decisões e o São Paulo na terceira – tinham amplo favoritismo.

Desta vez, arrisco dizer que não será assim. Vai ser mais “pau a pau”. Arrisco mais, repito. Creio até que a Ponte tem até um pouquinho mais de chance do que o rival que enfrentará de levantar o troféu.