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Queda de gigantes

Almir Leite

24 de junho de 2014 | 15h21

Primeiro foi a atual campeã Espanha.

Agora, a campeã de 2006, a Itália.

Que, por sinal, não passou da primeira fase nas duas últimas Copas.

Na hora, é legal ver potências se estreparem.

Mas um pouco mais de reflexão leva à constatação de que o Mundial do Brasil começa a ficar esvaziado com a queda precoce de campeões  mundiais.

Não que as seleções classificadas não tenham merecido.

Ao contrário, fizeram, e muito, por onde seguir em frente.

E a queda rápida de dois gigantes, com a permanência de seleções menores como Costa Rica, Chile e Colômbia, também não deve ser encarada precipitadamente como o estabelecimento de uma nova no futebol.

Apenas mostra os equívocos na preparação de ambas, os erros na montagem dos grupos, o pouco caso feito na adaptação às condições de um país geograficamente situado tão distantes deles.

A Espanha, por exemplo, chegou em cima da hora ao Brasil.

Seja como for, o fato é que esta Copa do Mundo está ficando cada vez mais americanizada (Portugal está quase indo embora; a Inglaterra não conta, pois nunca fez lá grande coisa mesmo).

E Brasil, Argentina e Uruguai ficam cada vez mais fortes.

Claro que as europeias Holanda, Alemanha e até a França não podem ser descartadas.

Mas a cada dia que passa a taça fica mais perto da América do Sul.

 

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