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Risco não calculado

Almir Leite

24 de julho de 2012 | 11h55

A contusão do goleiro de Rafael, evidentemente, não estava no programa do técnico Mano Menezes. Mas pode trazer uma consequência bem maior do que o corte em si.

O problema é que, agora, o Brasil terá, na Olimpíada, dois goleiros realmente bons tecnicamente, mas que quase não jogam.

Neto, o novo titular, entrou em campo apenas cinco vezes nos últimos 18 meses, defendendo a Fiorentina. E na própria seleção, chamado diversas vezes, ainda não jogou.

Gabriel, o reserva,  foi contratado pelo Milan no final de maio para ser terceiro goleiro e ainda não jogou de fato. E, quando estava no Cruzeiro, passava a maior parte do tempo assistindo Fábio atuar.

Como de todas as posições no futebol a de goleiro é a que mais exige ritmo de jogo…

De qualquer maneira, repito, bons tecnicamente eles são.

Fator positivo neste problema de última hora? Só se for baixar um pouco a bola da seleção, que nunca antes na história dos Jogos Olímpicos foi considerada tão favorita ao ouro como agora.

Ufanismo e interesses comerciais à parte, o mais correto seria dizer que a seleção brasileira é uma das favoritas ao ouro. Espanha e Uruguai não devem ser desprezadas.

Mesmo porque, se a medalha dourada não vier, não será o fim do mundo.  Mas, do jeito que se anda criando expectativa com essa seleção, se ocorrer um tropeço as cobranças serão tantas que podem atrapalhar a preparação para o que realmente interessa, a Copa de 2014.

 

 

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