Barça perde Messi por causa da pandemia e da má administração
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Barça perde Messi por causa da pandemia e da má administração

Faturamento do clube caiu por causa da covid, claro, mas a irresponsabilidade financeira da administração anterior pesou na saída do craque

Almir Leite

05 de agosto de 2021 | 15h40

A saída de Messi do Barcelona tem o efeito de uma bomba atômica no mundo do futebol. Mesmo com todos os buxixos quase permanente da última temporada, praticamente ninguém esperava que isso fosse acontecer. Não depois do que ocorreu no fim da temporada passada, quando o argentino quis de fato sair, descontente com a administração de Josep Bartomeu – que na prática o obrigou a ficar.

Mas Bartomeu caiu e a vontade de ir embora que Messi tinha se foi.  Mesmo com o enfraquecimento do time, o craque parou de pensar em deixar o clube onde foi formado e que lhe possibilitou ser o melhor do mundo.

Lionel Messi chegou aos 14 anos no Barcelona, adora e é grato ao clube, mas seguirá outro caminho

Messi já havia até entrando em acordo com a atuação administração. Aceitou até reduzir seus ganhos. Queria ficar.

O problema é que a pandemia derrubou a arrecadação do Barcelona e isso afetou o limite financeiro de gastos que a La Liga impõe aos clubes.  Desabou de 671 milhões de euros na temporada 2019/2020 para 347 milhões de euros na de 2020/2o21. E estudos indicam que deve cair ainda mais. O limite, resumidamente, é estabelecido a partir de uma conta simples: faturamento do clube menos despesas que não são do futebol.

Por isso, o Barcelona ficou impossibilitado de renovar com Messi.

Mas não só por isso. Talvez o principal motivo seja que o Barça ainda sofre os reflexos da administração corrosiva e fraudulenta de Bartomeu. Ele pagou salários inimagináveis a vários jogadores meia-boca. Inflou a folha e as despesas.

A discrepância era, e ainda é, tão grande que menos a negociação de vários jogadores, a liberação de outros e a redução do salários de alguns, feitas a partir do momento que Joan Laporta assumiu, não foram suficientes a ponto de permitir ao clube segurar um dos maiores craques de sua história. Craque que ele formou.l

E ainda teve a perda de renda por causa da pandemia. Mas acaba sendo só o pá de cal.

Tudo isso serve como exemplo para todos os clubes do futebol, mundo afora e sobretudo no Brasil. Irresponsabilidade financeira cedo ou tarde cobra o preço.