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Santos e Grêmio, o grande exemplo da primeira rodada do Brasileirão

Equipes fizeram um jogaço em Porto Alegre. Será que é porque seus treinadores adoram o bom futebol?

Almir Leite

28 de abril de 2019 | 23h30

Santos e Grêmio fizeram o grande jogo da boa primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Os times procuraram o gol durante a maior parte da partida, foram ofensivos. O Santos só se “recolheu” quando o Grêmio foi com tudo à frente na parte final do confronto, não o deixando respirar. Antes, fizera 2 a 0 e teve boas chances de ampliar. Mas naqueles momentos de sofrimento, Vanderlei mostrou por que tem de ser titular.

Ambos têm boas equipes. A do Grêmio é bem melhor,  faz jus ser colocada na lista de favoritas ao título.  A Santos ainda carece de jogadores com maior peso. Mas contam com algo que ajuda bastante o bom futebol: treinadores que gostam de fato de futebol. Tanto Renato Gaúcho como Jorge Sampaoli são adeptos do jogo bem jogado. E transmitem isso a seus jogadores, que acreditam na mensagem. Mesmo aqueles mais acanhados tecnicamente.

Claro, estão sujeitos a contratempos. O Santos, por exemplo, levou goleada de time pequeno no Paulista. Passou sufoco contra o Vasco na semana passada pela Copa do Brasil. Mas Sampaoli se mantém fiel à sua filosofia. O que não quer dizer que não procure alternativas, como os três zagueiros utilizados ontem para dar um pouco mais de consistência ao setor defensivo e possibilitar mais segurança ao atacar.

Renato Gaúcho, vez ou outra, também sofre alguns reveses. Nem por isso muda seu jeito ofensivo de jogar, deixa de valorizar a posse de bola, ou de encontrar alternativas na base do clube quando quer, ou precisa, dar uma mexida no jeito e no espírito da equipe.

São dois bons exemplos. Há outros, como Fernando Diniz e Thiago Nunes. Em comum, todos têm algo fundamental: amor pelo futebol bem jogado.

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