São Paulo levou o Paulistão a sério e mereceu o título
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São Paulo levou o Paulistão a sério e mereceu o título

Jejum de título tornou importante lutar pela conquista, mesmo correndo risco na Libertadores; e deu sorte de pegar na decisão um time empobrecido taticamente

Almir Leite

23 de maio de 2021 | 18h42

Venceu o melhor.  Não só o melhor, o time que levou o Campeonato Paulista mais a sério.

O título do São Paulo, colocando fim a uma fila de 16 anos, foi bastante justo.

Tanto pelo que o time fez ao longo do campeonato como nos jogos finais.

No primeiro, procurou antes de tudo não perder – como o Palmeiras – para levar a decisão para sua casa.

São Paulo foi melhor time do Campeonato Paulista e sai da fila com total justiça

Neste domingo, no Morumbi, soube segurar a pressão do adversário, explorou bem o nervosismo do rival – que fica ainda mais pilhado com o comportamento inexplicável de seu treinador.

Na etapa final, tornou-se mais agressivo, definiu o jogo e soube conservar a vantagem.

O São Paulo precisava desse título. pois o jejum era longo.

Por isso, arriscou até o primeiro lugar em seu grupo na Libertadores – competição mais importante -, preservando os titulares em duas partidas  para escalá-los na reta final do Paulista.

Contra Ferroviária e Mirassol não era necessário, mas, mesmo assim, Crespo preferiu não correr riscos.

Poderia ter dado errado, mas deu certo e o treinador justifica sua contratação.

Este blogueiro admite ter desconfiado de Crespo, menos por suas ideias e mais pela falta de experiência, que poderia ser ruim para um time pressionado pela falta de títulos.

Mas ele mostrou estar à altura da missão.

Montou um time bem resolvido taticamente, com variações eficientes quando necessário. Deu confiança aos jogadores.  E aí está a recompensa.

Para o Palmeiras, a perda do título não deverá trazer dissabor – a não ser a sempre desagrável situação de perder um título para um adversário.

O mais importante para o time é a Libertadores, e deixar o Paulistão em segundo plano, como fez até a decisão, não foi incorreto.

O problema não está em perder a decisão do Paulistão – embora seja a terceira final seguida que o time perde em pouco tempo.

O problema é que já está na hora de Abel Ferreira rever suas condições táticas.

Jogar apenas no contra-ataque para quem tem um elenco como o do Palmeiras é pouco. É pobre.

E já passou da hora de Abel parar de dar piti.

O que ele fez no lance entre Rony e Liziero foi ridículo, para dizer o mínimo, e merecia expulsão.

Pena que Raphael Claus pipocou.

Mas o pior é que seu seguidos pitis contaminam e desestabilizam os jogadores – apesar das negativas de praxe.

Com méritos, Abel ganhou dois títulos superimportantes. E merecidos.

A partir deles, porém, tem causado muito e trabalhado pouco.

Será Abel apenas um enganador com sorte?