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Seleção dá início à reconstrução

Almir Leite

14 de junho de 2015 | 15h38

A seleção brasileira dá início, daqui a pouco, ao processo de reconstrução.  Isso mesmo, reconstrução. Pode parecer exagero, mas o fato é que os 7 a 1 são um fardo que, gostando ou não, o Brasil terá de carregar por muito e muito tempo.

Por isso, como diz Dunga, será preciso vencer sempre. E a prova disso é que não bastaram as dez vitórias em dez amistosos, entre elas triunfos contra França e Argentina,  desde que ele assumiu para que a confiança na seleção voltasse. Imprensa e torcida continuam com o pé atrás. E o pé estaria ainda mais longe da linha que determina  a confiança se a seleção não tivesse Neymar.

Se o Brasil vencer o Peru, depois a Colômbia, depois a Venezuela e depois disso quem vier pela frente vai mostrar-se em bom caminho. Merecerá crédito. Se tropeçar em algum momento, terá de respirar fundo e suportar as críticas e a desconfiança. Isso incluir os jogadores e principalmente Dunga, que vive reclamando o que entende ser “desvalorização” do que foi feito no passado na Copa América – feito, aliás, que lhe diz respeito, pois sempre se refere ao título de 2007.

Ele reclama que, hoje, não dão mais tanta importância à conquista da Venezuela. Só querem saber da conquista de agora, que não se sabe se vai vir. Se não fosse os 7 a 1, a história até poderia ser diferente. Mas com eles aconteceram, agora não há outra alternativa para a seleção a não ser encarar os fatos e, gostando ou não, conviver, e bem, com o fantasma. E tratar de vencer sempre para  com calma, conquistas e o passar do tempo, recuperar o prestígio.