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Seleção precisa aprender a controlar os nervos

Almir Leite

22 Junho 2018 | 11h49

Foi no sufoco, nos acréscimos, mas o Brasil venceu sua primeira partida na Copa do Mundo. Venceu, mas ainda está longe de convencer. A dificuldade demonstrada para furar o forte bloqueio da Costa Rica preocupa, quando se pensa em futuro. Mas talvez o que mais deva ser motivo de preocupação é a ansiedade que toma conta da equipe quando não está em vantagem.

A exemplo do que ocorreu no jogo com a Suíça, nesta segunda partida o time também demonstrou descontrole emocional. Ficou ansioso, apressado, queria decidir a qualquer custo. A irritação dos jogadores era visível, transparente.

É certo que o juiz holandês, que muitos consideram estar entre os melhores do mundo, contribuiu para o nervosismo dos brasileiros. Não por ter anulado o pênalti que havia marcado após consultar o árbitro de vídeo. Mas por deixar de dar algumas faltas, inverter uma ou outra.

Mas não se pode ignorar que Neymar, com sua mania de achar que grama é água e que campo é piscina, contribui para que os árbitros deixem de assinalar muitas penalidades que ele sofre. Às vezes por considerar simulação; outras, podem ser de propósito mesmo.

Por isso, cabe aos companheiros de Neymar, que têm mais do que qualquer outros, obrigação de saber como ele se comporta, não de deixar levar pelo descontrole emocional quando o craque arruma suas batalhas com os árbitros. Têm de se manter frios e não ficar tão irritados quanto ele.

Enfim, ainda que sofrido, o Brasil mereceu vencer. Mas terá de consertar a cabeça. Do contrário, não irá longe na Copa não.