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Seleção tem caminho de pedras até a Rússia

Almir Leite

25 de julho de 2015 | 15h50

Que não vai ser fácil todo mundo já sabia. Menos pela qualidade da maioria dos adversários e mais pela bolinha que a seleção brasileira vem jogando, e não é de hoje. Mas o sorteio das Eliminatórias da Copa da Rússia foi mais duro para o time de Dunga do que se esperava.

Estrear contra o campeão da Copa América, e ainda mais jogando no Chile, foi uma das piores coisas que poderia acontecer. O rival tem excelente time, está motivado e o Brasil anda de farol baixo depois do vexame na Copa América disputada no próprio Chile.

E lá se vão longe os tempos em que, como dizia Galvão Bueno, “a seleção está em crise? Marca um jogo com o Chile!”

A Venezuela, adversário em casa na segunda rodada, é uma bába – embora no jogo recente Dunga demonstrou pensar diferente ao colocar quatro zagueiros em campo para segurar o resultado.

O problema é que na terceira rodada o rival será a Argentina, fora de casa. É verdade que o Brasil poderá contar com um Neymar livre de suspensão. Mas será que apenas o craque é suficiente para vencer Messi e cia. em seus domínios?

Até o Peru, adversário em casa na quarta rodada, para fechar o ano, pode não ser tão fácil.

Claro que sempre há esperança de que a seleção encontre (ou reencontre) o rumo. Mas depois dos acontecimentos recentes, prudência e caldo de galinha são mais do que recomendáveis.

Ainda assim, creio ser impossível a seleção não amealhar uma das quatro vagas diretas das Eliminatórias Sul-Americanas. É só jogar um pouquinho de bola e o Brasil chegará à última rodada, lá em outubro de 2017 – por coincidência contra esse mesmo Chile -, já classificado.

Mas, para isso, será preciso o Brasil se comportar como Brasil. Porque, cá entre nós, esse discurso do Dunga de que “a seleção precisa aprender a sofrer para poder ganhar” já encheu.