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Sucesso de Ganso depende de sabedoria e vontade

Meia passou dois anos e meio no ostracismo e tem a chance de voltar a ser protagonista. Mas precisa se empenhar

Almir Leite

05 de fevereiro de 2019 | 21h56

Aos 29 anos, e depois de duas temporadas e meia sumido na Europa, Paulo Henrique Ganso precisava mesmo de uma chance como a que recebe do Fluminense. Numa pindaíba de dar dó, sem capacidade para segurar até mesmo os jogadores medianos que sofreram para evitar o rebaixamento do time no Brasileiro passado, o Fluminense precisava de um jogador com o talento de Ganso.

Um precisa do outro.

O meia já está sendo idolatrado nas Laranjeiras. Terá, porém, de fazer a sua parte. Fernando Diniz foi importante para sua contratação. Mas deve exigir dele dedicação. O jeito Diniz de enxergar o futebol pressupõe que todos os jogadores corram, se movimentem, cubram e preencham os espaços, com e sem a bola. Exige doação em campo. Não permite acomodação.

Pode até ser que Diniz, como muitos apostam, exija de Ganso apenas aquilo que ele sabe fazer de melhor: articular o jogo, facilitar a vida dos companheiros na procura pelo gol.  O trabalho duro ficaria para os outros dez.

Se assim o fizer, melhor para o meia. Se não, caberá a ele se reciclar, tornar-se mais participativo. Deixar de se apresentar como alguém sem sangue, sem vibração, como se estivesse enfastiado com o futebol.

Só dessa maneira aproveitará a chance, e mostrará respeito e gratidão por quem a deu. E voltará a ser de fato o craque que pintou no início da carreira, e que levou muita gente (este blogueiro entre eles) a achar que ele era melhor que Neymar.

Do contrário, confirmará que as fichas apostadas nele foram jogadas fora.

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