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TCU arregala os olhos sobre a Arena da Baixada

Almir Leite

20 de fevereiro de 2014 | 17h41

Os dirigentes do Atlético e as autoridades paranaenses esperavam liberação rápida dos R$ 65 milhões necessários para concluir a Arena da Baixada.

Por rápido entenda-se o mês de março, dado o empenho geral, inclusive do governo federal, para que o BNDES solte logo a grana.

Mas não vai rolar.

O Tribunal de Contas da União, atento à movimentação, já solicitou ao banco detalhes do empréstimo.

Quer saber, por exemplo, por que o custo da arena subiu – era inicialmente R$ 185 milhões e está em R$ 330 milhões -, o que tornou necessário o novo pedido de empréstimo.

A documentação enviada pelos paranaenses ao BNDES deve conter tais justificativas.

O TCU quer saber também sobre as garantias.

E espera as respostas em no máximo duas semanas.

Pode acontecer que o órgão recomende que o dinheiro não seja repassado, caso não se convença com as explicações.

Aí o dinheiro vai demorar a entrar.

Para não atrasar a obra, o governo estadual, via Fomento Paraná (agência de incentivo ao desenvolvimento no Estado), vai adiantar esses R$ 65 milhões ao Atlético.

O adiantamento será feito em partes.

E, depois, terá de ser ressarcido – ou melhor, reposto, foi o dinheiro, quando for liberado pelo BNDES, vai ser repassado à Fomento.

Quando não se sabe.

Pelo jeito, a Copa vai acabar e os problemas da Arena da Baixada irão continuar.

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