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Tempo perdido

Almir Leite

22 de novembro de 2012 | 11h33

A maioria das coisas na vida são previsíveis, o que dá ainda mais valor às surpresas. As agradáveis, claro. Nem por isso as tais coisas previsíveis devem criar desapontamento.

Vejam o caso do “superclássico” disputado na noite de quarta-feira na “mítica” Bombonera. Quase todo mundo sabia que seria um joguinho sem-vergonha. Até os mais otimistas desconfiavam disso.

E o que aconteceu? Foi um jogo pra lá de mequetrefe, que nem as tentativas de certo locutor famoso de transformá-lo em um BRASIL x ARGENTINA conseguiram salvar.

E o Brasil ainda perdeu no tempo normal…

O que é chato apenas por que foi para a Argentina.

O pior é que teve gente achando que a partida serviria para que a maioria daqueles jogadores que nitidamente foram chamados para tapar buraco aproveitassem para cavar um lugar na seleção.

Isso apesar de Mano Menezes ter dito, claramente, na terça-feira, que esse jogo de nada importaria para a montagem da “seleção pra valer”.

Se importasse, o santista Durval mereceria outra chance. Afinal, jogou direitinho.

Alguém aí quer Durval na zaga da seleção em uma competição oficial?

Ele não deve mais ser convocado por Mano. Já Réver, atrapalhadíssimo em sua primeira chance real, provavelmente continuará a ser chamado.

Convicção é convicção.

A rigor, e para não desapontar aqueles que viram alguma importância no mini, ops!, superclássico, daqueles que estiveram em Buenos Aires dois jogadores podem sonhar com novas oportunidades: Diego Cavalieri e Fred.

Mas não pelo que fizeram na Bombonera.

Diego tem chance “apenas” porque o gol é a única posição que Mano de fato ainda tem dúvida.

Já o problema de Fred era a língua solta, dele e de seu pai. Como parece que se acertou com o treinador da seleção, volta a ser considerado.

É só. O resto, até mesmo o bom Arouca, foi a Buenos Aires passear.

 

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