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Tite critica ação de patrocinador da CBF e mostra independência

Almir Leite

03 Junho 2018 | 05h58

O técnico Tite procura ser sempre bem educado, paciente, polido. Mas não aceita tudo passivamente. Sabe onde está pisando desde o dia em que aceitou o convite para ser treinador da seleção brasileira e não abre mão de dizer o que pensa, quando entende estar diante de algo com que não concorda ou que possa prejudicar seu trabalho.

Deixou claro isso mais uma vez na entrevista coletiva de pré-jogo contra a Croácia, a ser questionado sobre a ação da Mastercard, que vai dar 10 mil pratos de comida a entidades que cuidam de pessoas carentes a cada gol que Neymar e Messi marcarem na Copa.

Tite pensou um pouco e mandou na lata: “Mastercard, eu vou falar uma coisa. É muito bonita essa doação em relação à entidade assistencial. É linda, grande. Assim como é grande também vocês darem pratos se todos os atletas da Argentina e do Brasil marcassem um gol. Assim como é grande também vocês darem pratos se todos os atletas da Argentina e do Brasil marcassem um gol. A gente trabalha enquanto equipe e com todos esses valores pode frustrar um pouquinho. Fica a minha sugestão”.

Mais clara a crítica a uma ação oportunista, ainda que possa ter sido elaborada com a melhor das intenções, impossível.

A Mastercard é uma das mais fortes apoiadoras da CBF. Mas Tite não quer saber disso e sim de dizer o que pensa e criticar aquilo que, pensa, pode atrapalhar seu trabalho.

E, como ele disse, a operadora de cartão de crédito tem agora grande chance de ampliar a campanha. A sugestão foi dada!