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Tite muda a seleção sem mudar

No frigir dos ovos, seleção titular da Copa América só tem duas caras novas. É pouco, muito pouco

Almir Leite

14 de junho de 2019 | 11h13

A seleção brasileira que tentará o título da Copa América é diferente ou não da que não passou das quartas de final da Copa do Mundo? Essa questão tem sido colocada nos últimos dias, dada a proximidade da estreia e a necessidade de renovar o time visando, em última instância, a Copa do Catar. Há quem defenda que existe renovação; há quem não a veja. Depende de como se olha.

Se a comparação for com o time titular da Copa da Rússia, o que estreia contra a Bolívia tem apenas quatro jogadores repetidos: Alisson, Thiago Silva, Casemiro e Philippe Coutinho (Fernandinho jogou contra a Bélgica porque Casemiro estava suspenso).

É uma maneira de ver a coisa.

Mas…

Se a comparação for os grupos dos 23 convocados, 14 deles – ou seja, expressiva maioria – participaram da última Copa do Mundo.

Apenas nove são, digamos, novatos. Isso representa que a renovação anda bem tímida. Ainda mais considerando que há no grupo  trintões como Thiago Silva, Miranda, Felipe Luis, Daniel Alves…

Outro aspecto é que Daniel Alves só não foi à Rússia como titular porque estava machucado. Ou seja, isso reduziria o índice de mudanças em relação ao time atual. E Neymar só não está agora porque se machucou.

Em resumo, o time ideal de Tite para a Copa América de 2019 teria sete jogadores do time que ele imaginava ser ideal para a Copa de 2018 – Alisson, Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda, Casemiro, Philippe Coutinho e Neymar.

Mais: a rigor, a seleção titular hoje tem apenas duas caras realmente novas em relação a 2018: Richarlison e David Neres.  Afinal, Filipe Luis, Roberto Firmino, além de Fernandinho, estavam no grupo da Rússia.

Cá entre nós: como um time tem 11 jogadores, duas, apenas duas, caras novas, é muito pouco.