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Tite não quer saber de desespero. Vencer é bom, mas olhar adiante é melhor

Técnico se escora nas estatísticas para dizer que, nessa estreia contra a Suíça e em toda a primeira fase, em muitos momentos ganhar não é a única alternativa positiva

Almir Leite

17 Junho 2018 | 06h31

Além da força tática, técnica e individual dos jogadores, que espera que dê resultados já de cara, Tite propõe à seleção brasileira neste Mundial cuja caminhada começa daqui a algumas horas, outro ingrediente: o pragmatismo.

Significa que a equipe não vai buscar a vitória contra a Suíça a qualquer custo. Entrará em campo com o pensamento de que um empate pode ser bom resultado, dependendo das circunstâncias da partida.

O treinador deixou isso bastante claro na entrevista de véspera do jogo. Disse que não quer ver desespero do time em campo.

Tite se escora em estatísticas que lhe foram passadas por seus competentes analistas. Elas mostram que nas últimas cinco Copas todas as seleções que chegaram a sete pontos classificaram-se para a fase de mata-mata. Mostram mais: com seis pontos também. Mais ainda: cinco pontos foram suficientes.

Então, como o negócio é classificar, talvez vencer não seja prioridade nestes primeiros momentos de Grupo E para a seleção, embora Tite reconheça a importância moral de uma vitória na estreia e também entenda que o torcedor quer vitória sempre.

Ele também quer vencer sempre, mas do que isso, quer chegar bem às oitavas de final. A partir daí, mata-mata, é outra história.

Tite tem suas razões. E nunca é demais lembrar que em 2010 a Espanha começou perdendo por 1 a 0 para Suíça e foi campeã.