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Tite prefere a ‘bola de segurança’ na convocação

A rigor, apenas o goleiro Ederson é novidade para os jogos contra Uruguai e Paraguai, pois os Diegos só foram chamados devido às circunstâncias

Almir Leite

03 de março de 2017 | 16h19

A comissão técnica da seleção brasileira monitora, atualmente, 56 jogadores. Nas últimas semanas, Tite e seus auxiliares assistiram in loco vários deles e outros foram acompanhados de várias maneiras, inclusive por meio de dados levantados pelo Centro de Pesquisa e Análise da CBF.

No entanto, ao elaborar a lista para os jogos com Uruguai e Paraguai, ele preferiu não fazer grandes mudanças. A  rigor, só há uma alteração em relação à convocação anterior para as Eliminatórias.

Tite chamou o jovem, promissor e excelente goleiro Ederson e deixou de fora o flamenguista Alex Muralha. A convocação do arqueiro do Benfica já era cogitada pelo treinador, que também estudou chamar Diego Alves. Mas resolveu deixar pra depois – e, na entrevista coletiva concedida após o anúncio da lista, o técnico deu a entender que o goleiro do Valencia vai ter a sua chance.

As outras novidades aconteceram por circunstâncias. Diego, o meia do Flamengo, foi chamado por merecimento, mas só teve a vaga porque Lucas Lima ainda se ressente de uma contusão – e não vinha jogando quase nada, mas Tite até relevaria este aspecto. O problema para Lucas Lima é que, se Diego arrebentar, ele vai perder o lugar de vez.

E Diego Souza, que entusiasmou o treinador no amistoso com a Colômbia (aliás, os dois Diegos aproveitaram muito bem aquele amistoso beneficente), volta a fazer parte da seleção porque o titular absoluto, Gabriel Jesus, está machucado.

Os outros jogadores que estavam cotados para entrar na relação terão de esperar. Mariano quase entrou no grupo dos 23, mas talvez o fato de o jogo com o Paraguai estar marcado para a Arena Corinthians tenha pesado a favor de Fagner (e, claro, Tite também confia no lateral corintiano).

Na zaga, o treinador foi coerente ao manter Thiago Silva, que havia chamado para os jogos com Peru e Argentina. É preciso dar continuidade, para “azar” de David Luiz e Felipe.

E Lucas Moura, que seria opção para o lugar de Gabriel Jesus, também terá de esperar mais um pouco.

Tite, porém,  “deu a letra”. Voltou a repetir que o melhor caminho para um jogador chegar à seleção é continuar se dedicando nos e arrebentando nos jogos por seu clube. Mesmo que não esteja entre os 56.

No entanto, para os jogos que podem garantir matematicamente a classificação do Brasil para a Copa da Rússia, Tite, em vez de fazer experiências, preferiu jogadores que conhece e nos quais confia. Ou seja, achou melhor usar a bola de segurança.