Título do Palmeiras é fruto da persistência, do aprendizado e do merecimento
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Título do Palmeiras é fruto da persistência, do aprendizado e do merecimento

Na quinta participação seguida na Libertadores, clube e time tiveram méritos para transformar a obsessão em realidade

Almir Leite

30 de janeiro de 2021 | 20h14

O equilíbrio desta Libertadores ficou ainda mais latente da maneira como ela foi decidida. No último lance, a rigor. E premiou o melhor time, o Palmeiras, o mais bem estruturado, o que se preparou com afinco para tirar da frente aquela que se tornou sua obsessão. Não que o Santos tenha sido inferior. Ao contrário, superou o descrédito geral com galhardia, união. E, claro, bom futebol. Caiu de pé, como se diz. Teve muitos méritos.  Mas, ao longo de toda a competição, o Palmeiras foi o dono da melhor campanha.

Libertadores é assim. Não se ganha de uma hora para outra, às vezes, ganha-se ao longo de várias disputas. Foi o que aconteceu com o Palmeiras. A que se encerrou neste sábado, foi a quinta seguida do clube, considerando-se o ciclo que teve início em 2016.  Desde então, o time passou por bons e maus momentos, teve ano em que fez investimentos que não deram resultados, em outro faltou experiência e maturidade para superar adversários mais matreiros, noutra ocasião faltou aos jogadores equilíbrio psicológo em momento decisivo…

Palmeiras coroou uma campanha quase perfeita com um título esperado há quase duas décadas

Tudo isso serviu de aprendizado. O Palmeiras foi percebendo como se joga uma Libertadores, com suas dificuldades dentro de campo e nos bastidores. Compreendeu, por exemplo, a logística necessária para que viagens fossem menos agressivas aos jogadores. Aprendeu a focar, não somente a querer.

Seus dirigentes perceberam, e aí inclui-se a patrocinadora/investidora, que não adianta gastar dinheiro a rodo em contratações se o jogador que vem não está comprometido. Ou simplesmente se não “é tudo isso”.  Que mais vale aproveitar pratas da casa talentosos, que conhecem o clube, mesclando-os com atletas mais experientes, alguns contratados no varejo para dar força e equilíbrio ao elenco.

Poderia o Palmeiras ter perdido a decisão, ainda mais em jogo único? Poderia. Mas, tivesse isso acontecido, o Alviverde estaria na próxima disputa, a deste ano de 2021, ainda mais forte depois de superada frustração.

Já o Santos foi gigante. Foi vice, mas não seria injusto se tivesse saído campeão do Maracanã.  Pena que talvez o Santos não tenha sequência semelhante à do Palmeiras na Libertadores. Não por culpa dos jogadores e da comissão técnica. Nem dessa diretoria recém-chegada. É que o clube está tão bagunçado, tão endividado, que dependerá de outro milagre para repetir a campanha no curto prazo. E milagre, quando acontece, não acontece toda hora.