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Torcida única nos clássicos já não é ideia tão absurda

Almir Leite

04 de fevereiro de 2015 | 18h14

Não. Você que leu esse blog há pouco mais de uma hora, não está louco.  O blogueiro é que talvez esteja, ou vá ficar.

Por volta das 18 horas, a FPF garantia que não haveria hipótese de torcida única domingo no clássico entre Palmeiras e Corinthians, apesar de os promotores Paulo Castilho, do Juizado Criminal Especial, e Roberto Senise, da promotoria do Consumidor, quererem.

Mas a Federação Paulista de Futebol não queria – e não quer.

Os promotores defendem – e continuarão defendendo – a torcida única como forma de aumentar a segurança, tanto de torcedores, como de pessoas que habitam na proximidade dos estádios, e também de preservar o patrimônio dos clubes.

Por isso, não aceitaram o “não”.

Foram à Federação e deram o recado. Mas do que isso, entregaram aos cartolas uma recomendação por escrito, detalhada.

E foram embora.

Corre-corre na federação. Reunião de emergência para debater a questão – os argumentos do promotores devem ser poderosos.

Como está muito em cima da hora, talvez não se adote a torcida única.

Mas o “não” peremptório já não, neste momento, tão não assim.

Mas se a medida não vier a ser adotada agora, tem boas chances de vir a ser em futuro próximo.

A FPF, inicialmente, faz duas exigências, disse ao blog o coronel Marcos Marinho, diretor de prevenção e segurança da entidade: que ocorra consenso entre os dirigentes dos quatro grandes – a saber Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos – e que o critério valha para os clássicos paulistas de qualquer competição.

Ou seja, Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil…

Paulo Nobre, do Palmeiras, se colocou a favor da torcida única – pelo menos no jogo em que teme ver sua arena depredada por torcedores rivais.

Restará convencer os dirigentes dos outros grandes.

A carta que os promotores têm na manga pode ajudar a convencê-los.

 

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