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Tragédia da Chape vai ser debatida no Senado

Audiência pública, possivelmente no mês de junho, discutirá situação das famílias das vítimas e tentará propor soluções

Almir Leite

10 de maio de 2019 | 17h30

Passados quase dois anos e meio da tragédia com o avião da Chapecoense na Colômbia, a situação da família das vítimas – o acidente teve 71 mortos e seis feridos – continua indefinida. A Chape informa já ter fechado acordo com 20 das 43 famílias que ingressaram com ações cíveis contra o clube. No aspecto trabalhista, 13 das 27 ações já alcançaram acordo.

No entanto, ainda há muita coisa nebulosa. Um exemplo: o seguro da companhia  aérea, cujo proprietário e piloto morreu quando o avião, por culpa dele – quis economizar combustível -, se espatifou numa montanha nas cercanias de Medellín no final de novembro de 2016.

Essa indefinição referente a pendências judiciais e indenizatórias levou o senador Nelsinho Trad (PSD/MS) a solicitar a realização de uma audiência pública para debater a situação dos familiares das vítimas. O requerimento já foi aprovado e o próximo passo é marcar a audiência, mas a intenção é que aconteça no mês de junho.

Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Trad foi procurado pela Associação dos Familiares das Vítimas, uma vez que o caso envolve outros países: Bolívia, de onde era a empresa e de onde partiu o avião; e Colômbia, local do acidente.

“Entre as vítimas, além de jogadores, há pessoas da imprensa, bem como aqueles trabalhadores que ganham pouco, como o roupeiro. O pessoal está largado ao vento. Além do sofrimento da perda humana, ficou também um passivo muito grande de responsabilidades que devem ser assumidas pelos órgãos competentes. Ficou só nas condolências”, disse o senador ao blog.

Serão convidados para a audiência, entre outros, o presidente da Chapecoense, Plinio David de Nes Filho, da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense, Fabienne Belle, e representantes da Secretária Especial do Esporte do Ministério da Cidadania e possivelmente da Conmebol. Autoridades da aviação civil boliviana também podem ser chamadas, assim como autoridades colombianas.

Nelsinho Trad, porém, entende ser importante ouvir todas as partes para então partir para a busca das soluções possíveis. “Não queremos precipitar nenhum juízo equivocado. Por isso, vamos colocar todo mundo reunido numa audiência, dar a palavra àqueles que têm envolvimento e a partir daí buscar soluções, reparo.”

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