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Tudo vai bem na seleção. Mas há um temor

Almir Leite

31 de maio de 2014 | 14h17

A primeira semana de treinos da seleção brasileira na Granja Comary e pode-se dizer que tudo vai bem.

Dentro de campo, Felipão tem contado com os 23 jogadores, embora alguns não estejam no nível físico desejad0 – o capitão Thiago Silva, por exemplo, será poupado do amistoso de terça-feira contra o Panamá.

Fora, a torcida está apoiando. Todos os dias, dezenas de torcedores de aglomeram no portão de acesso à Granja, na esperança de ver perto seus ídolos. Mas só alguns privilegiados têm acesso ao local dos treinos. São torcedores ligados aos patrocinadores da CBF.

É verdade que houve protestos, tímidos, contra a Copa, na segunda-feira, quando a seleção chegou a Teresópolis.

Depois, eles cessaram.

Mas devem ser retomados a partir de segunda-feira, ou até na noite deste domingo, em Goiânia, para onde a seleção irá para jogar com os panamenhos.

Isso preocupa a CBF.

Por dois motivos.

Os jogadores contam com o apoio da torcida – a psicóloga trazida por Felipão para conversar com os atletas confirmou facilmente isso – e protestos, ainda que contra a Copa, podem respingar na seleção.

O outro motivo é a possibilidade de ataques diretos à própria seleção. Ao ônibus por exemplo. O temor é que torcedores joguem objetos contra o ônibus e xinguem os atletas, que não têm nada a ver com os problemas de organização da Copa.

Goiânia está preparando forte esquema para garantir a acolhida à seleção. O blog conversou por telefone na sexta-feira com o major Clauber Freitas Andrade, da PM de Goiás, responsável pelo policiamento nos estádios.

Era início da tarde e ele acabara de sair de uma reunião na sede da prefeitura de Goiânia para afinar os últimos detalhes do esquema de segurança para a seleção. “Vamos fazer um trabalho intenso para garantir a segurança da seleção brasileira desde a chegada até o embarque de volta ao Rio. A Polícia Militar vai destacar 800 homens para essa operação”,  disse Clauber ao blog.

Ele está ciente de que manifestações vão ocorrer, até porque vários setores em Goiânia estão em  greve, mas assegura que a integridade física e patrimonial da seleção não será colocada em risco.

Isso é importante. Mas, para os jogadores, também é importante o apoio da torcida.

Pela maneira como tratam do tema desde que a seleção se apresentou para os treinos, a impressão é de que, se não contar com o apoio do povo, a equipe vai naufragar na Copa.

 

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