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Um momento histórico

Almir Leite

20 de junho de 2013 | 01h15

Foi a mais linda quebra de protocolo que eu já vi.

Foi a mais bela e democrática maneira de mandar a Fifa às favas.

A decisão de quase 60 mil brasileiros de continuar cantando o Hino Nacional depois que os 90 segundos regulamentares da Fifa se esgotaram foi de arrepiar.

De fazer chorar.

De alegria.

De orgulho.

E olha que centenas daquelas pessoas haviam passado momentos de sufoco pouco antes, presos e até mesmo ameaçados por uma minoria que tumultuou uma manifestação prá lá de democrática.

Vi muitos chorando ao conseguir enfim superar o cordão de isolamento para ir até o estádio.

Chorando por conta dos efeitos das bombas de efeito moral, do gás pimenta.

Pouco depois, eles, e outros tantos, fizeram muitos chorarem ao demonstrar paixão pela pátria e pela seleção.

Paixão que talvez a seleção ainda não faça por merecer.

Mas o melhor momento da Copa das Confederações, o momento inesquecível,  já se fez conhecido.

Ah, o Brasil, jogando bom futebol boa parte do tempo e com Neymar arrebentando pela primeira vez com a camisa da seleção fez 2 a o no México.

Mas, quer saber?

Isso é o que menos importa.

O que vai ficar marcando foi a demonstração de amor, cidadania, civilidade da torcida que foi ao Castelão.

 

 

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