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Valdivia

Almir Leite

18 Setembro 2014 | 15h16

Valdivia teve uma primeira  passagem brilhante pelo Palmeiras.

Saiu, voltou alguns anos depois, e lá se vão quatro anos de sua volta, e pouco fez pelo time.

Vive machucado, suspenso. É raro poder contar com ele.

Mesmo assim, parte significativa da torcida do Palmeiras ainda o idolatra.

Por quê?

Não sou sociólogo, psicólogo, antropólogo ou qualquer outro “ólogo”, mas tenho minha tese.

O Palmeiras anda em baixa não é de hoje e, nesses momentos, ídolos e jogadores que tenham boa técnica e habilidade seduzem facilmente o sedento torcedor.

Além disso, o palmeirense, como de resto os torcedores de  qualquer clube, têm o hábito de achar que o jogador que voltou é o mesmo que saiu (e normalmente saiu em alta).

E, com raríssimas exceções, não é isso que acontece.

Valdívia tem atrapalhado o Palmeira muito mais do que ajudado.

Na quarta-feira ele simplesmente reduziu quase a zero a possibilidade do time virar o jogo com o Flamengo ao ser expulso de maneira infantil e irresponsável.

É verdade que o time deve o empate a ele.

No entanto, não adianta tirar o leite e derramar o balde.

O Palmeiras voltou à zona do rebaixamento graças a Valdivia.

O engraçado é que horas antes do jogo Brunoro, homem forte do futebol do Palmeiras (quer dizer, hoje não tão forte assim), deu entrevista afagando Valdivia, desculpando todos os seus atos e problemas.

É um erro fazer isso sob qualquer argumento.

Valdivia tem  de ser tirado da zona de conforto. Precisa ser cobrado (CIVILIZADAMENTE, É CLARO!).

Tem obrigação de contribuir para tentar evitar que o time vá novamente para o segunda divisão.

Até porque vai ser difícil o Palmeiras livrar-se dele por enquant0 (na minha opinião, deve fazê-lo assim que for possível, virar essa página assim que der).

Então que cumpra sua obrigação, que é trabalhar, esforçar-se.

No mínimo para justificar o salário e mostrar respeito e gratidão pelo carinho que o torcedor tem com ele.