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Volta do mata-mata ao Brasileiro não vai vingar

Almir Leite

26 de janeiro de 2015 | 19h19

A turma que propõe a volta do mata-mata no Campeonato Brasileiro retomou a ofensiva. O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Junior, esteve nesta segunda-feira na sede da CBF, no Rio, para conversar sobre o tema com o futuro presidente da entidade, Marco Polo Del Nero.

Em outra frente, Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Bahiana de Futebol, sugere que se ouça a Rede Globo,  pois defende a tese de que quem paga a conta tem direito de escolher o cardápio da festa.

A Globo, dizem, é simpática à ideia.

Bolzan Junior saiu da CBF dizendo-se otimista, pois o “clima está favorável para a discussão”.

Mas o clima não está tão favorável assim.

É certo que Del Nero não iria mandá-lo catar coquinho, mas o futuro presidente da CBF garante ser contra  mudança de formato. Alega que já o futebol brasileiro já tem um torneio nacional no sistema de mata-mata, a Copa do Brasil, além de vários regionais, como a Copa do Nordeste e a Copa Verde, e também os estduais.

E também pondera que competições internacionais, como a Libertadores e a Copa Sul-Americana, são disputadas em sistema eliminatório.

Del Nero é contra a mudança, por dois motivos: acredita mesmo ser os pontos corridos o melhor sistema para o Brasileiro e também por não querer ser o responsável por alterar algo que está se solidificando no futebol brasileiro como positivo.

Ele sabe que será bastante malhado se fizer a mudança e ficará com a imagem de alguém que, no comando do futebol brasileiro, não respeita as regras, o que criaria uma estabilidade – e seria ruim para quem tem consciência de que será (ou melhor, continuará a ser) contestado por grande parte da imprensa e dos jogadores.

E como os clubes estão divididos na questão – a maioria, neste momento, é a favor dos pontos corridos -, vai se escorar neles para deixar as coisas como estão.

Portanto, é bom Romildo e Ednaldo tirarem seus cavalinhos da chuva.  / COLABOROU MARCIO DOLZAN