A alegria de ver um ‘PB’ no placar
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A alegria de ver um ‘PB’ no placar

Amanda Romanelli

12 de agosto de 2013 | 14h44

PB é a sigla para personal best, a melhor marca da carreira. É sempre uma alegria ver essas duas letrinhas ao lado do nome de um competidor durante um evento tão importante como um Mundial. Está ali, materializada, a progressão que se espera de um atleta de alto nível.

Até agora, dois brasileiros conseguiram seus PBs em Moscou. Não por acaso, a melhora das marcas levam Carlos Chinin, do decatlo, e Anderson Henriques, dos 400 metros, a resultados importantes em Moscou

No domingo, Chinin terminou em sexto na prova combinada, na qual o atleta se divide em cinco provas em dois dias. É uma maratona que testa habilidade, força, velocidade.

O decatleta de 28 anos, que não conseguia participar de um torneio de alto nível desde a Olimpíada de Pequim-2008 por causa de lesões, emplacou quatros PBs no Estádio Luzhniki: 100 metros (10s78), 110 m com barreiras (14s05), salto com vara (5,10 m) e lançamento do dardo (59,98 m). Chegou a estar brigando por medalha, e ficou a apenas cinco pontos do recorde sul-americano que bateu no Troféu Brasil, em junho.

Nesta segunda-feira, outro PB nacional: Anderson Henriques, dos 400 metros eapenas 21 anos, conseguiu chegar à final da prova com o melhor tempo da carreira – 44s95, sendo apenas o segundo brasileiro na história a correr abaixo de 45 s, sucedendo Sanderlei Parrela, vice-campeão mundial em Sevilha/1999. Henriques já havia melhorado sua marca nas eliminatórias – e é a quarta vez que faz isso no ano!

 

O velocista descreveu a sensação de olhar para o placar e ver o PB do lado do seu nome. “É muita felicidade, é inexplicável, custa um pouco a cair a ficha. Você volta para o hotel, vai tomar banho e pensa que está entre os melhores do mundo.”

Mais do que isso, Chinin e Henriques deixaram claro nas vezes em que falei com eles: sem almejar os PBs, é impossível almejar melhoras. Muito menos medalhas.

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