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Agência Mundial Antidoping investiga atletismo jamaicano

Amanda Romanelli

14 de outubro de 2013 | 17h57

A denúncia partiu de Renee Anne Shirley, ex-diretora executiva da Agência Antidoping da Jamaica: a entidade não fez o seu trabalho por meses antes da Olimpíada de Londres, em 2012, e vários atletas – incluindo estrelas como Usain Bolt – não passaram por exames antidoping em seu país. Por isso, a Agência Mundial Antidoping (Wada) fará uma investigação na ilha.

Isso não quer dizer, porém, que Bolt não fez exame algum antes de Londres, onde conquistou o ouro nos 100 m, 200 m e 4 x 100 m. Como participante ativo do circuito internacional, o velocista passou por exames realizados pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) – e o mesmo ocorreu com os principais atletas da Jamaica.

Mesmo assim, a Wada está preocupada. Afinal, a Jamaica é uma das potências das provas de velocidade e deveria realizar, efetivamente, testes fora de competição. “Houve um período – talvez cinco ou seis meses no início de 2012 – em que não houve uma operação antidoping efetiva”, disse o diretor geral da Wada, David Howman. “Não houve exames. Talvez houve um ou dois, mas não faziam testes, o que nos preocupou, obviamente.”  Tanto que está confirmada uma “visita extraordinária” ao país – algumas fontes dizem que no fim deste ano, outras, no início de 2014. “É uma prioridade”, garantiu Howman.

De acordo com Renne Anne Shirley, a Jamaica fez 179 testes antidoping em 2012 – 108 em competições e 71, fora. Ela afirma que, dos 71, 60 foram depois da Olimpíada.

Presidente da Agência Antidoping da Jamaica, Herbet Elliot afirma que nem tudo o que Renne diz é mentira: “Mas ela exagera”. Segundo o dirigente, o principal problema para a Jamaica fazer testes era a ausência de seus principais atletas da ilha. “Então pedimos à IAAF que fizesse os exames, e foi o que aconteceu. ” Para ele, as declarações da ex-diretora são uma vingança. “Ela foi despedida e agora quer um acerto de contas.”

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