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American Track League, a novidade do atletismo americano em 2014

Amanda Romanelli

08 de janeiro de 2014 | 20h35

É desnecessário fazer comentários sobre a importância dos americanos no atletismo. Mas a popularidade do esporte em um de seus maiores berços não é lá grande coisa. De olho em um mercado inexplorado, o empresário Paul Doyle, um dos principais agentes de atletas, decidiu criar um circuito de competições a ser disputado exclusivamente em território americano, a American Track League.

Doyle diz que os atletas dos EUA têm poucas chances de encontrar torneios relevantes em seu próprio país e, por isso, competem majoritariamente na Europa (bem, essa não é uma exclusividade americana, apesar de o país ter duas etapas da Liga Diamante – Nova York e Eugene). “Eu acho absurdo que os principais atletas americanos tenham que sair regularmente dos EUA para competir”, disse o empresário em entrevista à revista Spikes. Em sua temporada inicial, a American Track League terá cinco etapas: Bloomington (2 de maio), Charlottesville (9 de maio), Atlanta (16 de maio), Austin (23 de maio) e Houston (6 de junho).

Um dos diferenciais da liga, segundo Doyle, é o seu formato. Nenhum meeting terá mais do que 2h30 de duração. A ideia é levar, também, o máximo de interatividade para o público. Uma das propostas mais legais é relacionada às provas de campo. Em alguns estádios, só é possível ver quem está competindo com a ajuda de um binóculo, tamanha a distância da caixa de saltos, por exemplo, de um dos lados da arquibancada.

Doyle planeja, porém, colocar o público bem próximo do local de disputas. Ele dá um exemplo. “Eu quero que os torcedores fiquem a um metro da caixa de saltos durante a prova do salto em distância. Assim, o atleta pode cumprimentar a torcida logo após o seu salto”, afirmou. Outra ideia é colocar torcedores para segurar os blocos de saída para os velocistas.

Para garantir o sucesso absoluto das competições, é preciso que as provas tenham o maior número possível de estrelas. Isso não deve ser um grande problema, já que Doyle, o idealizador da American Track League, agencia nomes como o Ashton Eaton (campeão olímpico, mundial e recordista mundial do decatlo), Lolo Jones (uma das musas das provas com barreiras), Blessing Okagbare (a nigeriana é vice-campeã mundial do salto em distância e ganhou o bronze nos 200 m em Moscou) e Christian Taylor (campeão olímpico do salto triplo). Com estrelas na pista e no campo, a promessa é de boas premiações, um atrativo extra aos competidores.

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