Circuito mundial das provas combinadas chega ao fim na França – e com uma surpresa
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Circuito mundial das provas combinadas chega ao fim na França – e com uma surpresa

Amanda Romanelli

13 de setembro de 2013 | 19h55

O americano Ashton Eaton, campeão olímpico e mundial do decatlo

O principal circuito de provas da Federação Internacional, a Liga Diamante, terminou no dia 5 de setembro. Mas ainda há atletismo pelo mundo, apesar de a temporada estar chegando ao fim. Neste fim de semana (dias 14 e 15), será disputada a última etapa do circuito de provas combinadas – decatlo e heptatlo – em Talence, na França. É o Decastar, que chega à 37.ª edição.

Campeões mundiais em Moscou, o americano Ashton Eaton e a ucraniana Hanna Melnychenko são presença confirmada. Também estarão outros medalhistas do último Mundial, como os canadenses Brianne Theisen-Eaton (prata em Moscou e mulher de Ashton) e Damian Warner, bronze. O brasileiro Carlos Chinin, recordista sul-americano e sexto colocado em Moscou, também estará na prova.

Mas além de reunir os “super-heróis” do atletismo em sua derradeira prova no ano, o Decastar terá uma surpresa: o francês Renaud Lavillenie, campeão olímpico do salto com vara, disputará seu primeiro decatlo da vida. E no fim de uma temporada exaustiva!

Lavillenie é adepto de novidades esportivas (e voltaremos a isso em menos de uma semana, aqui mesmo neste espaço). Ele, que ficou decepcionado com a prata em Moscou, foi o campeão da Liga Diamante no salto com vara. E, em sua estreia, também quer deixar sua marca: melhorar o que seria equivalente ao recorde mundial de sua especialidade nos eventos combinados.  O alemão Tim Lobinger, ex-saltador com vara, fez um decatlo em 1999, na cidade de Leverkusen, e alcançou a marca de 5,76 m.

“Para o Decastar, eu tenho dupla motivação. Em primeiro lugar, eu quero saber como é competir em um decatlo. Mas também quero bater o recorde mundial do salto com vara nos eventos combinados”, disse Lavillenie à imprensa europeia. “Não vai ser fácil. O salto com vara é o sétimo dos dez eventos do decatlo. Além disso, um recorde só é considerado se o atleta terminar com mais de 7 mil pontos.”

Para encarar a prova francesa, Lavillenie disse não ter feito treinos específicos. Para ele, o atleta do salto com vara é versátil por natureza. “No fim dos meus treinos, fiz alguma coisa de arremesso, mas as barreiras fazem parte do meu treino. Só que estou com medo dos 400 metros e, mais ainda, dos 1.500 m”, brincou. “No fim das contas, esse decatlo é para diversão. Depois, vou tirar férias e começar a me preparar para a temporada indoor, super motivado.”

 

VOCÊ CONHECE OS EVENTOS COMBINADOS?

 

O decatlo e o heptatlo são divididos em dois dias. Como o próprio nome diz, são dez provas para os homens (cinco em cada dia) e sete para as mulheres, que competem em quatro eventos no dia inicial.

A divisão é a seguinte: no primeiro dia, homens disputam os 100 metros, salto em distância, arremesso do peso, salto em altura e 400 metros, e terminam a participação com os 110 metros com barreiras, lançamento do disco, salto com vara, lançamento do dardo e os 1.500 metros.

Para as mulheres, a programação inicial tem os 10o metros com barreiras, salto em altura, arremesso do peso e os 200 metros. O último dia termina com salto em distância, lançamento do dardo e 800 metros.

Ao resultado de cada prova, é dada uma pontuação – para isso, existe uma

Documento

, determinada pela IAAF e atualizada de tempos em tempos. Com a tecnologia como aliada, não é preciso ficar com papel, caneta e calculadora na mão. Existem sites (como esse, da Federação de Atletismo dos EUA) e até aplicativos para celular que calculam automaticamente a pontuação, bastando inserir o resultado do evento.  O vencedor é aquele que tiver a maior pontuação, claro.

Eaton, que além de campeão mundial também é campeão olímpico, é dono da melhor marca do mundo desde junho de 2012, com 9.039 pontos (abaixo, as marcas de cada prova e a pontuação gerada). Já o recorde mundial feminino é um dos mais longevos do atletismo atual. É da americana Jackie Joyner-Kersee desde a Olimpíada de Seul, em 1988.

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