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Genzebe Dibaba, a mais nova recordista mundial, compete em Estocolmo

Amanda Romanelli

06 de fevereiro de 2014 | 10h00

Foi no sábado, no Meeting de Karlsruhe (Alemanha), que Genzebe Dibaba destruiu o recorde mundial indoor dos 1.500 m. A etíope de 22 anos venceu a prova em 3min55s13, baixando o tempo que era da russa Yelena Soboleva desde 2006 em mais de 3 segundos (3min58s28). A meio-fundista volta às pistas nesta quinta-feira, para a disputa do XL Galan, em Estocolmo (Suécia) – o torneio começa às 16h25 (horário de Brasília).  Ela não correrá a prova em que se tornou recordista mundial, mas os 3 mil metros.

É preciso lembrar que a jovem Genzebe chama atenção não só pelos resultados, mas também por fazer parte de uma verdadeira dinastia das provas de fundo – embora ela tenha decidido por uma interessante transição dos 5 mil para os 1.500 m. Uma de suas irmãs mais velhas é ninguém menos que Tirunesh Dibaba, dona de três ouros olímpicos e cinco mundiais, além do recorde mundial dos 5 mil – esse ano, a fundista de 28 anos fará sua estreia em maratonas, disputando os 42.195 m de Londres. Mais velha que Tirunesh e Genzebe é Ejegayehu, também medalhista olímpica e mundial dos 5 mil e dos 10 mil metros. Para fechar uma família tão cheia de talentos, uma das primas da nova recordista mundial é Derartu Tulu, bicampeã olímpica dos 10 mil metros (Barcelona-1992 e Sydney-2000).

Mas o torneio sueco terá outros atletas a se prestar atenção. Destaquei três: a brasileira Fabiana Murer, no salto com vara; o panamenho Irving Saladino, no salto em distância; e o cubano Dayron Robles, nos 60 metros com barreiras.

Vamos começar com Fabiana Murer. A saltadora brasileira estreou na temporada no domingo, ao competir no Russian Winter, em Moscou.  Já classificada para o Mundial Indoor de Sopot, ficou em terceiro lugar (4,61 m) na disputa russa, que não teve grandes concorrentes. Em Estocolmo, Fabiana enfrentará adversárias mais qualificadas, como a alemã (e grande amiga) Silke Spiegelburg, a polonesa Anna Rogowska (campeã mundial em 2009), e a checa Jirina Svobodová.

Passando do Brasil para o Panamá, mas nem tanto. Desde que voltou aos treinos no Brasil, o saltador Irving Saladino, campeão olímpico em 2008, faz em Estocolmo sua terceira competição. Na estreia na temporada, fez 8,10 m em torneio estadual no Ibirapuera. Em Moscou, não foi tão bem, com 7,74 m, enquanto o campeão mundial, o russo Alexander Menkov, saltou para a liderança do ranking com 8,30 m. A meta de Irving é a conquista do índice para o Mundial, que é de 8,16 m.

Dayron Robles também esteve na capital russa, onde ficou com a segunda colocação nos 60 metros com barreiras com o tempo de 7s54. Hoje, em Estocolmo, enfrentará o líder do ranking, o francês Pascal Martinot-Lagarde, que tem 7s45 na temporada e foi bronze no Mundial Indoor de Istambul, em 2012. Ex-recordista mundial dos 110 metros com barreiras e dono da melhor marca da história nos 60 m (7s30), Robles continua impedido de competir por Cuba, por causa de desentendimentos com a Federação de Atletismo de seu país. Por esse motivo, o barreirista afirmou que não competirá em Sopot, mas espera ter a chance de disputar a Olimpíada do Rio, em 2016.

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