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Michael Johnson dá palestra a técnicos e inicia parceria com brasileiros

Amanda Romanelli

11 de fevereiro de 2014 | 23h22

Na noite desta terça-feira, antes das 21 horas, conversei com Evandro de Lazari, um dos técnicos do revezamento 4 x 400 m masculino – o outro treinador é Leonardo Ribas. Ele se preparava para uma palestra que o recordista mundial dos 400 metros, Michael Johnson, iria ministrar aos treinadores e atletas que participam de um período de treinamento na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), no bairro da Urca, no Rio.

O camping, que começou na segunda-feira e termina na sexta, marca o início da consultoria do americano ao grupo brasileiro dos 400 metros. Johnson já havia estado no Rio no segundo semestre do ano passado, palestrou no COB e colocou à disposição da entidade o seu centro de alta performance, em Dallas, no Texas. A aproximação começou a tomar forma em dezembro, quando técnicos do centro vieram ao Brasil – especificamente, em Campinas – para conhecer a estrutura de trabalho do Brasil e os atletas.

Johnson participa do último treino com os brasileiros na manhã desta quarta-feira. “Às 8 horas já estaremos na pista”, comentou Evandro. Ele volta ao EUA, mas os outros dois técnicos permanecem no País até o fim da semana.

Evandro afirma que esse primeiro contato servirá para detectar as potencialidades do grupo brasileiro, que já está classificado para a primeira edição do Mundial de Revezamentos, que será disputado em maio, nas Bahamas. Falta definir quais serão os integrantes do time – o fechamento do ranking de 23 de abril, segundo o técnico, é que vai dar conta dessa informação.

Em março, o grupo segue para os EUA, onde passará seis semanas em treinamento e em competição -a base será o CT de Johnson no Texas. O trabalho de consultoria visa não só a evolução dos velocistas, mas também dos treinadores. No Rio, além de Evandro e Leonardo, também participam do camping Sanderlei Parrela (“O” nome dos 400 metros no Brasil; contemporâneo de Johnson e vice-campeão mundial), Paulo Servo e André Zappia – eles são os técnicos dos atletas chamados para o treino, os sete melhores do ranking adulto e os dois melhores do ranking juvenil.

O revezamento 4 x 400 m é tratado com muito carinho pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Antes do início do Mundial de Moscou, em agosto, o grupo era visto como uns de maiores potenciais na dura preparação até 2016. No torneio russo, não decepcionaram. O velocista Anderson Henriques, da Sogipa, fez a melhor marca de sua vida (44s95) e se tornou o segundo brasileiro a correr abaixo dos 45s (Sanderlei era, até então, o único), chegando à final da prova. O revezamento também foi finalista. Em um cenário sem grandes novidades, esse time foi a boa nova do atletismo brasileiro. E nada como Michael Johnson, dono do espetacular 43s18 marcados em 1999, para ampliar esse caminho.

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