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O salto frustrado de Lavillenie – e o corte no pé – por quem viu

Amanda Romanelli

18 de fevereiro de 2014 | 16h20

Mencionei aqui, nos textos anteriores, a dificuldade de se acompanhar o Pole Vault Stars, competição disputada no sábado, em Donetsk, em que o francês Renaud Lavillenie bateu o recorde mundial indoor de Sergey Bubka ao saltar 6,16 m, um centímetro a mais que a marca anterior, que era de 1993.

Por causa das dificuldades (de ver a prova em um link na internet, de informações desencontradas em redes sociais), cometi erros que corrijo agora. Primeiro, escrevi que Lavillenie tentou continuar na prova saltando 6,20 m – na verdade, o sarrafo foi a 6,21 m. Depois, disse que o francês se machucou na segunda tentativa de saltar 6,21 m, cortando o pé ao bater no poste – o infortúnio impedirá que o saltador busque o bicampeonato mundial em Sopot, no dia 8 de março. Bem, o salto frustrado foi na primeira chance, e o corte não teve nada a ver com o poste, mas com um vigoroso impacto.

Aqui vai a descrição do técnico Elson Miranda, que estava na Ucrânia com três de seus atletas – Fabiana Murer, Thiago Braz e Fábio Gomes. E, pelo que diz o treinador brasileiro, o corte até que saiu barato para Lavillenie.

“O ocorrido foi, na verdade, na primeira tentativa do 6,21 m. Ele realmente saltou de muito longe e, por essa razão, a vara escapou do encaixe e se apoiou no colchão. Com isso, a mão esquerda escapou da vara e ele ficou pendurado só pela (mão) direita, com a vara ainda envergada. Para se ter noção, ele foi lançado para trás todo desequilibrado, a uma distância de mais ou menos oito metros. Quando ele caiu no chão, mesmo com sua agilidade de atleta e ginasta, conseguiu apoiar apenas a perna esquerda, aumentando o impacto e fazendo com que a pele rasgasse. (Isso mostra) o quanto é difícil realizar o salto com vara. Mesmo um atleta capaz de bater o recorde do mundo pode se machucar feio em um instante desconcentrado. Com esse acidente, talvez as pessoas tenham uma melhor noção dessa prova, plástica, técnica e perigosa, mesmo com excelentes condições para realizá-la”.

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