Olhos atentos ao revezamento 4 x 400 metros. Agora e em 2016.
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Olhos atentos ao revezamento 4 x 400 metros. Agora e em 2016.

Amanda Romanelli

15 de agosto de 2013 | 13h40

Ainda no Troféu Brasil, ouvi de uma pessoa bastante próxima ao atletismo brasileiro: “Está acontecendo alguma coisa de diferente nos 400 metros”. Pouco antes da minha viagem para Moscou, conversei com Ricardo D’Angelo, técnico chefe da equipe brasileira, e veio a confirmação da história que eu ouvi em junho, destacando as possibilidades de Anderson Henriques e do revezamento 4 x 400 metros. “São atletas para chegar bem em 2016”, afirmara.

D’Angelo fez um pequeno histórico do momento atual das provas: em 2011, o Brasil tinha apenas um atleta que corria abaixo dos 46 segundos (Henriques, que foi finalista do Pan de Guadalajara). Antes do Mundial de Moscou, ou seja, dois anos depois, eram quatro atletas nessa situação.

Henriques, que tem apenas 21 anos, chegou à final dos 400 metros, como se sabe, após melhorar suas marcas na eliminatória e na semifinal. Foi o oitavo na decisão que coroou o americano LaShawn Merritt e teve o campeão olímpico e defensor do título, Kirani James, em um surpreendente sétimo lugar. Ele correu abaixo de 45 segundos pela primeira vez na pista do Estádio Luzhniki (44s95), sendo apenas o segundo da história do Brasil, atrás de Sanderlei Parrela, vice-campeão mundial em Sevilha-1999.

Nesta quinta-feira, assim como Henriques, o 4 x 400 m formado por ele, Pedro Burman, Wagner Cardoso e Hugo Balduíno (Jonathan Henrique da Silva é o reserva) é finalista mundial. A equipe fez o sexto melhor tempo das eliminatórias e voltou a uma final após 12 anos.  Burman, atleta da Sogipa como Henriques, também tem 21 anos. Cardoso (da BM&F Bovespa) e Balduíno (da Orcampi) têm 24 e 26 anos, respectivamente. O grupo é treinado por Evandro Lazari (técnico da BM&F e Orcampi) e por Leonardo Ribas (da Sogipa). A briga por medalhas será nesta sexta-feira, às 14h30 (de Brasília).

A última vez que o Brasil correu uma final na prova também foi a primeira, no Mundial de Edmonton, em 2001. Na ocasião, a equipe formada por Valdinei Abílio da Silva, Anderson dos Santos, Flávio Godoy e Sanderlei Parrela ficou em quarto lugar, com o tempo de 3min01s09.

Dessas coisas que parecem ser do destino, é exatamente a mesma marca que os jovens brasileiros fizeram em Moscou, nesta quinta-feira, para colocar o País de novo em uma final.

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