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Sergey Bubka, 21 anos atrás

Amanda Romanelli

21 de fevereiro de 2014 | 13h23

Não fosse por Renaud Lavillenie, o recorde mundial indoor de Sergey Bubka completaria 21 anos nesta sexta-feira. A marca de 6,15 m foi obtida em Donetsk, em 1993, mesmo local em que o francês campeão olímpico saltou 6,16 m, no sábado passado.

Bubka mantém o recorde em pista ao ar livre, 6,14 m, conquistado em 31 de julho de 1994, em Sestiere, na Itália. Será que a marca completará vinte anos?

Aos 50 anos, Bubka é hoje um homem totalmente envolvido na política – esportiva ou não. É vice-presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) – aliás, deve ser o próximo presidente da entidade, em substituição ao senegalês Lamine Diack. É membro do Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) e foi candidato à presidência da entidade no ano passado, sendo preterido pelo alemão Thomas Back.

Aliás, em seu perfil no COI, está a lista de serviços prestados ao governo ucraniano: o ex-saltador foi membro do Parlamento, de 2002 a 2006. Até 2005, foi um dos conselheiros do primeiro-ministro. É colocado como um dos conselheiros do atual presidente, Viktor Yanukovych, que assumiu em 2010, e membro do Conselho Humanitário da presidência.

Bubka também preside Comitê Olímpico Ucraniano. Nos últimos dias, diante do recrudescimento dos enfrentamentos entre governistas e opositores em seu país, o ex-atleta se manifestou no Twitter, evocando o “espírito olímpico” para a resolução da crise em seu país. Nesta sexta, a Ucrânia conquistou a segunda medalha de ouro em sua história nos Jogos Olímpicos de Inverno, exatamente 20 anos após a primeira (com Oksana Bayu, na final individual da patinação artística). O time do revezamento 4 x 60 m feminino no biatlo foi campeão e dedicou a medalha ao país.

“As garotas dedicaram a vitória à Ucrânia. Esperamos 20 anos por uma medalha de ouro. E precisamos muito dela agora. Que essa vitória una a Ucrânia e nos traga paz”, escreveu.

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