Wilson Kipsang bate recorde inspirado por Paul Tergat, mas invasor estraga a chegada
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Wilson Kipsang bate recorde inspirado por Paul Tergat, mas invasor estraga a chegada

Amanda Romanelli

29 de setembro de 2013 | 10h52

A Maratona de Berlim é mesmo a mais rápida do mundo. Tanto que nesta madrugada (pelo horário de Brasília), o queniano Wilson Kipsang se tornou o nono atleta da história a bater recorde mundial nos 42.195 metros da capital alemã. Com uma vitória incontestável, o fundista superou o percurso rápido e plano em 2h03min23, 15 segundos mais rápido que a marca conquistada por seu compatriota Patrick Makau dois anos atrás.

Kipsang, campeão da Maratona de Londres e medalha de bronze na Olimpíada passada, já tinha avisado que estava em Berlim para bater o recorde mundial. Promessa cumprida, falou da inspiração de Paul Tergat, que havia se tornado o melhor do mundo da maratona na mesma Berlim, exatos dez anos atrás.

“É um sonho que se torna realidade. Dez anos atrás, eu vi Paul Tergat quebrando o recorde mundial em Berlim. Hoje me sentia tão bem na prova que decidi disparar no quilômetro 35”, disse Kipsang, que já pensa em melhorar a marca que acabou de conquistar. “Se eu me preparar bem, e estiver na mesma forma de agora, posso ser mais rápido. Hoje enfrentei muito vento. Mas olhando o progresso das minhas marcas, acho que tenho potencial para correr melhor. Qualquer coisa abaixo dessa marca.”

A nota negativa do recorde de Kipsang é, justamente, a chegada. Sob a tensão dos últimos metros de prova antes de passar pela fita, uma grande falha de segurança da maratona permitiu que um invasor passasse pela linha de chegada antes de Kipsang.

Pelo que pude perceber na TV (dentro das possibilidades de quem acordou no meio da madrugada para ver a prova), Kipsang ficou um pouco confuso com o ocorrido. É possível que, por alguns segundos, tenha pensado na derrota. Ou que o invasor poderia investir contra ele – afinal, não seria algo inédito, se lembrarmos do que aconteceu com Vanderlei Cordeiro na maratona da Olimpíada de Atenas. Fato é que a performance do queniano não foi afetada, mas infelizmente a imagem do instante glorioso de um atleta passando pela linha de chegada e o cronômetro indicando recorde mundial foi maculada pela presença de um idiota.

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