Galo flerta com o perigo no Independência

Antero Greco

15 de setembro de 2016 | 21h58

Sabe aquele jogo em que se contam com três pontos de qualquer jeito? No qual não se cogita da possibilidade de escorregada? Mas que acaba dando susto?

Pois bem, essas interrogações todas se referem ao duelo que o Atlético-MG fez com o Sport, na noite desta quinta-feira, no Independência. O Galo era favorito e jogou mais. Fez um gol e desperdiçou ao menos duas outras chances. Tinha um a mais em campo desde antes do intervalo. Ainda assim, correu riscos, tomou uns sustos e quase vê dois pontos voarem de graça.

Marcelo Oliveira contou com a maioria de seus titulares – exceto Robinho, um dos artilheiros do Brasileiro (11 gols ao lado de Gabriel Jesus). Mas lá estavam Fred, Lucas Pratto, Cazares (saiu do banco para o lugar de Clayton). Enfim, gente que resolve. Não adiantou nada, no primeiro tempo morno e sem momentos de emoção.

Na verdade, o fato notável dessa etapa foi a bobeira de Magrão, que tocou a bola com as mãos fora da área, aos 38 minutos, e levou vermelho no ato. O Sport jogava para o gasto e se viu obrigado a fazer uma substituição. Com isso, também, optou por fechar-se todo e aguentar o tranco.

Deu certo até os 13 minutos, quando Júnior Urso aproveitou jogada de contragolpe e, de longe, acertou no canto direito. Dali em diante, o Galo acelerou e Fred, livre na cara do gol, mandou no travessão. Era jogada para decidir de vez, dar tranquilidade.

O Sport acordou nos 15 minutos finais e, como não tinha mais nada a perder, tentou a sorte. Faltou pouco para empatar. Victor distribuiu broncas a torto e direito.

Calafrios à parte, o Atlético-MG consolidou a condição de postulante ao título, ao lado de Palmeiras e Flamengo. A diferença entre os três é ínfima – fosse eleição, se falaria em empate técnico – e a arrancada na parte final do Brasileiro promete. Mas não pode se permitir o luxo de correr riscos, como nesta rodada, já que havia deixado escapar três pontos diante do Flu.

E o Sport tem de abrir os olhos. Os 30 pontos o deixam fora do Z-4. Porém, muito próximo dessa “zona da confusão”, como diria o pofexô…

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