Atlético-GO x São Paulo, festival de gols e erros

Antero Greco

26 de julho de 2012 | 00h46

 Há quem tenha visto no placar no Serra Dourada indícios de “jogo de várzea”. Houve erros, muitos, é verdade. Em compensação, não faltou emoção nos 4 a 3 do Atlético-GO pra cima do São Paulo. E sobraram gols. Pois prefiro a várzea dos muitos gols, do que os maravilhosos duelos táticos que terminam com 0 a 0, 1 a 0, 1 a 1 e assim por diante. Gosto mesmo é de bola na rede!

Atlético e São Paulo esbanjaram adrenalina no Serra Dourada. Os anfitriões precisavam desesperadamente da vitória, para respirar, para sair da última colocação, mesmo que por um dia apenas. E foram pra cima dos paulistas, apertaram, pressionaram e se deram bem. E até além do que imaginavam, pois com meia hora de jogo tinham vantagem de 3 a 0, gols de Marino, do goleiro Márcio (cobrança de pênalti) e de Patric.

 Uma diferença inimaginável para o momento que o Atlético vive, já com mudanças de treinador e com a sombra do rebaixamento a ameaçar. O São Paulo, com defesa alta e desengonçada, deu uma respirada aos 41 minutos, com o gol de Adenilson. Mal houve tempo para colocar a bola no chão e lá foi o Atlético de novo ao ataque e Wesley aproveitou outro buraco no sistema defensivo tricolor para fechar a conta em 4 a 1 antes do intervalo.

 O assustado São Paulo voltou com duas modificações para a fase final: Rodrigo Caio no lugar de Douglas e Casemiro na vaga de Edson Silva. Era a tentativa de Ney Franco de dar uma pitada de ordem na equipe. Casemiro sofreu pênalti aos 3 minutos e Jadson cobrou. A esperança renasceu aos 17 minutos, com o golaço de Rafael Tolói.

 Empate a caminho? Parecia. A insistência são-paulina prosseguiu, mas se limitou a alguns chutes de fora da área. O Atlético segurou o resultado como pôde e o São Paulo volta pra casa com a sensação de que precisa achar-se logo. Caso contrário, marcará passo, será coadjuvante no Brasileiro. Mais uma vez.

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