Santos na subida. Cruzeiro destruído

Antero Greco

30 Agosto 2015 | 21h08

A vida é um constante sobe e desce. Até aí, normal. No futebol, igualmente, mas é preciso ver por quê. Peguemos os casos de Cruzeiro e Santos, que se enfrentaram na tarde deste domingo, no Mineirão.

O Cruzeiro era o time que dava gosto de assistir nas duas últimas temporadas. Conquistou o bicampeonato brasileiro com méritos, competência, simpatia. Agora, acumula vexames e está perto da zona de rebaixamento. O aperto mais recente veio com a derrota por 1 a 0, a 11.ª em 21 rodadas! Só perdeu menos do que Joinville (12) e Vasco (lanterna, 14). Um absurdo.

O esquadrão foi desmontado e, no lugar dele, ficou um time desmilinguido, escangalhado, sem referências, sem confiança nem rumo. O técnico vencedor dos anos anteriores foi dispensado sob a alegação de que o ciclo havia fechado, deu o que tinha de dar.

Saiu Marcelo Oliveira, entrou Vanderlei Luxemburgo, que tinha passado sem brilho pelo Flamengo. Umas vitórias iniciais trouxeram a ilusão de que a reviravolta era possível. Pimba, veio a realidade e empurrou a Raposa pra baixo. Fez feio, na aparição relâmpago na Copa do Brasil, e flerta com o descenso.

Pior, sem jogar nada, com bola murcha. Entregue, como aconteceu diante do Santos. Não se trata de corpo-mole, nem má vontade. É insegurança, daquelas que travam equipes em fase ruim.

Melhor para o campeão paulista, que fez 1 a 0 com o incansável Ricardo Oliveira e, em seguida, soube se segurar. Se o Santos fosse mais petulante, teria obtido resultado até mais folgado. Contentou-se com outra prova de recuperação e, de ameaçado, começa a sonhar mais alto. G-4 estaria de bom tamanho.

Não é fácil, tampouco objetivo inalcançável.