E o Corinthians ignorou também o JEC

Antero Greco

13 de setembro de 2015 | 13h40

O Joinville anda com a corda no pescoço, mas nas últimas rodadas arrancou três empates por 0 a 0. Deu a impressão de que seria o quarto resultado seguido com o mesmo placar, desta vez diante do Corinthians. Pelo menos foi assim em quase todo o primeiro tempo do jogo disputado na manhã deste domingo, em Itaquera. Ilusão que ruiu aos 38 minutos, depois se consolidou na segunda fase, com os 3 a 0 finais.

A postura do Joinville foi digna, diante de um rival poderoso, sobretudo em casa lotada e com plateia empolgada. A equipe de PC Gusmão desempenhou bem o papel de sparring incômodo, ao não dar espaço para o Corinthians dominar, pressionar e tomar a bola como quisesse. Mesmo assim, a disparidade entre ambas era muito grande e os corintianos, bem melhores, tiveram duas chances para abrir o marcador. Na terceira, deu certo, com Malcom. Um lance esquisito, pois teve a participação de Uendel, que no início da jogada voltava de impedimento.

O gol abriu a porteira do JEC, que ainda assim deu susto ao ter chance para marcar, mas a bola foi salva em cima da linha. O Corinthians afastou qualquer tentativa de zebra, com o gol de Uendel aos 13 minutos e dali em diante retomou o estilo habitual, de enrolar o adversário com trocas de passe pra cá e pra lá. O terceiro gol, de Vagner Love, surgiu sem grande esforço.

No primeiro jogo matinal, o Corinthians não teve sequer grande desgaste, por causa da temperatura amena em São Paulo. Além disso, com força máxima, Tite viu fluir o esquema que garantiu a 17.ª partida de invencibilidade no Brasileiro de 2015. Time com regularidade entre defesa, meio-campo e ataque. O entrosamento faz com que laterais desçam na hora certa, que Elias e Renato Augusto apareçam com frequência na área oposta e que Vagner Love seja servido com qualidade para marcar, mesmo se perca algumas chances.

Ou seja, comportamento de quem sabe onde pode chegar. E que passará a tarde do domingo e a torcer por tropeços de Atlético-MG e Grêmio, os únicos que podem impedi-lo de chegar ao sexto título da Série A.

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