A volta do boêmio no basquete feminino

Antero Greco

15 de dezembro de 2015 | 16h55

Não se discute competência, porque ele tem de sobra, assim como o antecessor Zanon. Não se fale de métodos modernos, porque ele tem suas convicções. Nem cabe falar de juventude e sangue novo, porque ele tem seus 70 anos.

Mas, ao falar de paixão pelo basquete, resultados e alegria de viver… bem, aí Antônio Carlos Barbosa é imbatível.

Ele canta, dança, sabe contar casos, é fiel aos amigos e vive ao lado de uma quadra de basquete desde quando era mocinho, em Bauru. O boêmio está de volta à seleção brasileira. E chega no momento certo. De crise. De desprezo à modalidade.

Mais do que conhecimento, as moças do basquete nacional precisam de carinho, confiança, envolvimento com o mundo das cestas. Do bom humor e ao mesmo tempo de rabugice. E isso tudo Barbosa tem de monte para oferecer.

Tem gente que garante: Barbosa está superado, ultrapassado, faz dois anos que nem dirige mais um time. Sem problema. Ele é o cara. Lançou Paula com 14 anos em um Sul-Americano no Peru. Domou a menina Hortência. Pôs Marta para tomar conta dos garrafões.

Treinou nossas turmas olímpicas como ninguém. E ainda encontrava tempo para cantar e dançar nas noites cariocas na famosa Estudantina.

As seleções adversárias e as gafieiras cariocas que se preparem: Barbosa está aí. Os Jogos do Rio já não serão mais os mesmos.

(Com colaboração de Roberto Salim.)

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