A demissão que atrasou três meses no Palestra

Antero Greco

15 de março de 2016 | 18h38

Complicado entender o pessoal do futebol. Veja esta. O Palmeiras demitiu Marcelo Oliveira, porque os resultados não agradavam, e em seguida chamou Cuca. Ok, rotina no mundo da bola. Dispensar treinador é rotineiro.

Curiosa a explicação de Alexandre Mattos, o braço direito do Paulo Nobre no futebol profissional. O dirigente palestrino afirmou, em entrevista ao SporTV, que a saída de Marcelo era cogitada desde o fim do ano passado. Em dezembro, vale lembrar, o time conquistou a Copa do Brasil.

A troca fazia parte do planejamento, nas declarações de Mattos, mas a cúpula decidiu esperar a chegada de novos jogadores, a pré-temporada e as primeiras partidas de 2016. Com os tropeços, cortou a relação profissional e partiu para nome alternativo. Cuca, como se sabe, andava dando sopa no mercado.

Mattos alega que o Palmeiras não agiu por impulso. Calma lá: se a troca estava decidida deste o fim do ano, por que esperar março para colocá-la em prática? Por que desperdiçar dois meses? Quer dizer que Marcelo estava em processo de fritura fazia tempo e não se deu conta disso?

Acredite na explicação quem quiser.

 

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