A rotina do Corinthians: larga bem e termina mal

Antero Greco

25 de agosto de 2013 | 23h23

Daqui a pouco o Corinthians vai parar no “Divão do Gikovate”, aquele programa do psicanalista na CBN. Impressiona como o campeão do mundo oscila, o que não acontecia na temporada passada. Agora, tem sido praxe começar bem, dar a impressão de que vai desbancar o adversário, para depois se acomodar e terminar vem devagar.

Esse roteiro se repetiu contra o Vasco. O que se viu no Mané Garrincha foi o Corinthians largar com tudo, como se tivesse levado chacoalhada depois de perder para o Luverdense pela Copa do Brasil. O estilo objetivo resultou em gol com 4 minutos, com Paolo Guerrero. E mais 15 minutos de bom futebol, uma cabeçada de Douglas que balançou a trave e mais nada. Ponto.

Depois, como se todos combinassem, a equipe de Tite tirou o pé do acelerador, diminuiu a marcha e se resguardou. Até aí nada que não lembrasse a estratégia de outros épocas. Com uma diferença: antes enervava o rival, agora se deixa enrolar por ele. O Vasco cresceu, inverteu o panorama, empatou no começo do segundo tempo (André) e poderia ter virado, se aproveitasse chances. O empato foi injusto.

Está na hora de Tite fazer um trabalho intensivo com os jogadores. Não adianta tirar Romarinho e colocar Douglas, nem trocar Alexandro Pato por Emerson. Ou vice-versa. Não andam rendendo, nem as mudanças nem os atletas. O Corinthians está na parte de cima da tabela, mas emperra. Chegou o momento de desatar o nó. Antes que o laço aperte.

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