A sombra de Aranha no Palmeiras

Antero Greco

03 de fevereiro de 2015 | 17h39

Aranha e Fernando Prass aparentemente não andam muito à vontade. Nas entrevistas que deram, recentemente, trataram de mandar para escanteio perguntas a respeito do que um pensa a respeito da presença do outro no elenco do Palmeiras. Cada uma à própria maneira disse que cuidará de preparar-se bem para ter a preferência de Osvaldo de Oliveira.

Eis o ponto que me parece importante: Prass e Aranha sabem do peso do, digamos, rival e concorrente à vaga. Experientes, rodados, ambos têm noção de que vacilos podem custar a camisa no time. Um olha para o banco e vê que lá estará alguém à altura para substituí-lo e, se for o caso, para mandá-lo para a reserva. Não há um jovenzinho em busca de aprendizado.

A prática pode desmentir, mas na teoria fez bem a direção palestrina ao contratar Aranha, em princípio como alternativa para Fernando Prass. Houve temor evidente de que se repetisse situação do ano anterior, em que o titular e capitão se machucou, ficou longo tempo fora de ação e os que entraram não deram conta do recado. Bruno, Fábio, Deola não passaram tranquilidade.

A sombra faz bem em qualquer atividade. Quem confia no próprio taco não teme concorrência. Ao contrário, apura o faro, melhora, trata de superar o desafio com eficiência. Se pensarem e agirem dessa forma, Prass e Aranha crescerão, ganharão e, por extensão, ajudarão muito o Palmeiras.

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