A virada do SP contra o Flu é de time que não cai

Antero Greco

17 Outubro 2016 | 22h37

O São Paulo foi um marasmo no primeiro tempo do jogo com o Fluminense. Levou 1 a 0, de pênalti sofrido e marcado por Wellington,  e tinha tudo para manter a sina das últimas rodadas, ou seja, futebol fraco, decepção e perigo de rebaixamento. Estava na beira do G-4, pronto para juntar-se ao bloco dos desesperados.

Enfim, um horror.

A sorte mudou na segunda fase do clássico tricolor disputado em Edson Passos. A rapaziada de Ricardo Gomes acordou de sono profundo, percebeu que não havia saída senão a de ir pra cima. E se deu bem, pois Thiago Mendes aos 26 e Rodrigo Caio aos 36 viraram o placar e garantiram vitória até então improvável. E, o mais importante: o São Paulo ficou mais próximo do terceiro gol do que o Flu do empate.

Para a reviravolta contribuíram a mudança de postura dos atletas e as mexidas de Ricardo. Ele foi para o tudo ou nada, quando colocou Kelvin no lugar de Buffarini, o jovem David Neves na vaga de Robson e sobretudo ao mandar Pedro em campo e ao tirar Chavez. O argentino saiu bufando, mas verdade seja dita: ele não tem jogado bem. Depois de início espetacular no clube, caiu na vala comum. É mais um no grupo.

O Fluminense desmoronou de um tempo para outro, como ocorreu em outras ocasiões, em tropeços recentes. A equipe atenta e rápida no contragolpe foi engolida pela lentidão. E, mais uma vez, por falhas no setor defensivo, o miolo da zaga especialmente. Por isso, há três rodadas só perde e empacou, na porta de entrada do G-6.

A vitória levou o São Paulo a 39 pontos ganhos e à 12.ª colocação. Foi simbólica por mostrar que, apesar das lambanças e da inconstância, esse time vai se salvar. O São Paulo não cai. (Cruze os dedos, são-paulino, e acenda umas velas…)