A zebra não ficará solta em S. André x Palmeiras

Antero Greco

13 de abril de 2011 | 10h11

Zebras fazem parte do futebol e o tornam mais emocionante. Sou, portanto, a fazer do bichinho listrado dar o ar da graça nos gramados. Desta vez, porém, não acredito que andará à solta nos duelos que o Santo André fará com o Palmeiras pela Copa do Brasil – o primeiro na noite de hoje no ABC paulista. A diferença entre os times é grande e vai prevalecer nos dois confrontos pelas oitavas de final do torneio nacional.

A conversa no Palmeiras é a de respeito, cuidado, etc e tal. Felipão e seus jogadores não estão errados. O Santo André é um dos traumas palestrinos na Copa do Brasil, por causa da eliminação em 2004. No Paulista, recentemente, houve empate de 0 a 0. Portanto, é aquela história de cautela e canja de galinha não faze mal. Tudo bem, discurso bonitinho.

Mas o Palmeiras vive momento muito melhor do que seu rival, que despencou na Série A local e anda sem rumo. Felipão conseguiu dar equilíbrio e eficiência a um grupo que começou o ano com moral lá embaixo e que agora lidera o Paulista. O campeonato pode não ser grande coisa, por seu nível técnico. No entanto, serviu para que a equipe se ajustasse. Jogadores desacreditados ganharam confiança e desempenham o máximo que podem.

O Palmeiras não tem por acaso a defesa menos vazada. Isso é consequência da fórmula que seu treinador encontrou para torná-lo menos vulnerável. Prefiro esquemas ousados, que deem prioridade ao ataque. Felipão insinuou que começaria a arrumar a equipe na retaguarda. Depois, cuidaria da dianteira. Wellington Paulista está aí (quem sabe não joga hoje?) e Maikon Leite chegará no meio do ano.

Prepara-se um Palmeiras mais forte para o segundo semestre, mesmo sem ser uma Academia? Pode ser. Mais um ensaio ocorrerá na noite desta quarta-feira.

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