Água Santa afoga Cuca

Antero Greco

27 de março de 2016 | 18h56

O Palmeiras levou um chocolate do Água Santa. As brincadeiras são inevitáveis depois dos 4 a 1, em Presidente Prudente, neste Domingo de Páscoa. Mas a situação palmeirense é dramática: o time deu novo vexame, perdeu a quarta partida consecutiva sob o comando de Cuca, a equipe corre o risco de não passar para a próxima fase do Paulista e a classificação na Libertadores está mais que ameaçada.

Bem que o técnico tentou: escalou um time mais ofensivo e o esquema deu certo até os dois primeiros minutos de jogo, quando Robinho acertou a trave da equipe de Diadema.

Depois, o Palmeiras continuou um pouco melhor, estava mais compacto em campo, tentando as jogadas, as tabelas, mas era lento e previsível.

Já o time de Diadema, caçula do campeonato deste ano, estreava o técnico Márcio Bittencourt, que só teve tempo de dar um treinamento leve na manhã de sábado. Treino de bolas paradas. E não é que deu certo: aos 35 minutos, o Água Santa fez 1 a 0, em cobrança de escanteio, que Gustavo alcançou e mandou de cabeça para o fundo do gol de Fernando Prass.

O Palmeiras ainda empatou sete minutos depois, em um pênalti de Gustavo em Edu Dracena – aqueles agarrões em que juiz nenhum marca nada. Mas Leandro Marinho marcou. E Robinho empatou a partida.

O que seria um novo Palmeiras em campo, foi na verdade um circo de horrores alviverde: ainda no primeiro tempo Everaldo fez 2 a 1, Bruninho mandou uma bola na trave e o mesmo Bruninho (totalmente impedido) fez 3 a 1.

Cuca mudou o time para o segundo tempo: colocou João Pedro no lugar de Lucas (muito lento) e Régis no meio-campo no lugar de Thiago Santos. Era para ser um Palmeiras tremendamente ofensivo.

Não foi.

O time parecia conformado com a derrota.

E em outro escanteio, Eli sabiá foi ao ataque para tentar o cabeceio, mas quem marcou contra foi o zagueiro palmeirense Roger Carvalho: 4 a 1. Quando a fase está ruim é assim mesmo.

Cuca se afogou no Água Santa e não vai ser fácil voltar a respirar.

(Com participação de Roberto Salim.)

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