Ah, Sport, Sport… Ufa, Furacão!

Antero Greco

09 Agosto 2015 | 13h57

Vamos supor que o sujeito distraído ligasse a tevê no finalzinho do jogo disputado na manhã deste domingo em Curitiba. Pegaria a maior festa da torcida e dos jogadores do Atlético aos 53 minutos do segundo tempo. Conclusão a que chegaria: o Furacão venceu mais uma e atropela em direção ao G4.

Engano. A comemoração era pelo gol de empate – 1 a 1 – diante do Sport. Isso mesmo, até os segundos derradeiros a turma da casa perdia para o Leão. Gol suado, sofrido, marcado pelo chileno Vilches, de cabeça, após cobrança de escanteio. Um ponto só conquistado como mandante, mas brindado como se fosse gol do título, pelas circunstâncias em que ocorreu.

Nenhuma restrição à reação atleticana, longe disso! Gol sempre é bem-vindo. Mas claro que ficou gosto amargo para o Sport, pois segurava placar extraordinário, o passaporte para encostar em Atlético-MG e Corinthians e se firmar como candidato ao título. A frustração por ver uma vitória escorrer das mãos em cima da hora é pior do que a da derrota.

Verdade que o Atlético fez por merecer no mínimo o consolo de não perder em casa. O técnico Milton Mendes fez o time pressionar o Sport no começo, com o risco de sofrer o baque de um gol. Como de fato aconteceu, com Marlone abrindo o  marcador aos 15 do primeiro tempo.

Nem por isso o Atlético desistiu. Ao contrário, como comprova o gol de Vilches insistiu até o final. E foi nessa toada que se desenvolveu o jogo. O Furacão a martelar, sobretudo na segunda parte e com dedicação heroica no fim. Danilo Fernandes fez defesas ótimas, só não deu para segurar a última bola.  Um baque e tanto para quem sonha com a ponta…

O empate tem um lado bom: os dois rubro-negros estão com gás para continuarem, no mínimo, com a campanha muito boa que fazem até o momento.